Sociedade

Julgamento entra hoje na fase de acareação

André da Costa

O julgamento do conselheiro do comandante-geral da Polícia Nacional, o comissário Francisco Massota, acusado de 30 crimes de burla por defraudação, conduta indecorosa e abuso no exercício do cargo, entra hoje na fase de acareação.

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Fotografia: Fernando Camilo | Edições Novembro | Sumbe

Inicialmente marcada para ontem, a fase de acareação acontece apenas hoje, depois do processo de correcção de cinco actas, produzidas em audiência de julgamentos anteriores. De acordo com o juiz do tribunal da causa, tenente general Domingos Salvador, depois da acareação, segue-se as alegações finais e, posteriormente, segue-se a leitura da sentença.
Além do comissário Francisco Massota, também estão a ser julgados as agentes Elisandra Tomás e Marcia Crispim, os subinspectores Belchior Kussendala e Elsa Manuel. O intendente Veloso Moisés é igualmente acusado pelo Ministério Público Militar de conduta indecorosa e burla por defraudação.
Além de burla de defraudação, o comissário Francisco Massota é ainda acusado de ter ordenado, em Maio de 2016, à agente da corporação Elisandra Tomás para atrair 100 pessoas que desejassem ser incorporadas na Polícia Nacional a troco de 300 mil kwanzas por cada uma.
O processo, segundo o procurador do Ministério Público Militar, Filomeno Octávio, permitiu que Francisco Massota arrecadasse a quantia monetária no valor de 26 milhões de kwanzas.
Francisco Massota negou em tribunal ter recebido tal quantia, alegando que recebeu apenas alguns processos contendo um milhão e 800 mil kwanzas, cujo valor disse ter sido já devolvido aos lesados.
Lembrou ainda em tribunal que o dinheiro que recebeu entregou a um oficial da Polícia, que deveria agilizar os casos, mas que veio a falecer no mesmo ano. Por isso, teve que devolver o valor. Elisandra Tomás alega ter feito chegar mais de 20 milhões de kwanzas ao comissário Massota, mas este negou categoricamente.

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