Sociedade

Lançado projecto de combate ao comércio da vida selvagem

Manuela Gomes

Um projecto de combate ao comércio ilegal da vida selvagem e ao conflito homem-vida selvagem em Angola foi lançado ontem, em Luanda, pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente.

Projecto abrange mais de 12 mil quilómetros de reservas e animais como a Palanca Negra
Fotografia: Edições Novembro

O projecto, que visa prevenir a extinção de espécies da fauna e flora nativas, combater o comércio ilegal da vida selvagem e reduzir os conflitos entre homens e animais selvagens, vai ser implementado numa área de 12.004 quilómetros quadrados, que inclui o Parque Nacional do Maiombe e a Reserva Natural Integral do Luando.

As acções visam fortalecer a política, o quadro legal e institucional e a capacidade nacional de gestão da vida selvagem, incluindo os conflitos homem-animal, além de combater os crimes contra a vida selvagem e fortalecer a capacidade das agências responsáveis para o controlo da caça ilegal.

O projecto engloba, ainda, acções para desencorajar o comércio ilegal da vida selvagem, conflito homem-animal e degradação do seu habitat. As acções vão envolver as comunidades locais na gestão sustentável da vida selvagem e floresta e efectuar a gestão de conhecimento, monitoramento, avaliação e integração na perspectiva do género.

Em declarações à imprensa, o director do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação, Aristófanes da Cunha, disse que foram seleccionados duas áreas de conservação e uma reserva de espécies endémicas, como a Palanca Negra Gigante, papagaio cinzento, chimpanzé, gorila e elefantes, que se encontram no Parque Nacional do Maiombe.

Aristófanes da Cunha indicou que existe uma série de actividades a concorrer para a redução de práticas nocivas à biodiversidade e apelou a necessidade de buscar outros parceiros, para que haja continuidade das acções previstas no projecto.

O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Goetz Sehrote, garantiu um apoio de quatro milhões de dólares, ao projecto. O montante disponibilizado pelo Fundo Global do Ambiente (GEF), deve ser utilizado em seis anos.
O chefe de Cooperação Operacional da Unidade de Crimes Ambientais, António Lopez, lembra que o principal desafio é combater a caça furtiva, que abrange toda a espécie selvagem. Recordou que a Lei prevê prisão aos infractores.

Tempo

Multimédia