Sociedade

Lar Kuzola festeja à porta fechada

André Sibi

A directora-geral do "Lar Kuzola", Engrácia do Céu, vocacionado ao acolhimento de crianças abandonadas, disse ontem ao Jornal de Angola que o ano passado a instituição devolveu no seio familiar, mais de 200 crianças das 700 que deram entrada.

Fotografia: DR

A directora explicou que antes do actual contexto da pandemia da Covid-19, mensalmente registavam, em média, a entrada de 30 crianças por mês, das quais 70 por cento do sexo masculino.

Com a pandemia, o lar vetou a recepção das crianças, excepto os recém-nascidos, para não colocar em risco as 407 que estão a residir na instituição nesta altura.

Para o alivio da instituição, que não registou nenhum regresso no seio familiar durante o primeiro semestre de 2020, o Governo Provincial de Luanda, criou dois centros de acolhimentos nos município de Viana e Ramiros em Luanda, para acolher crianças desamparadas.

As crianças, disse, geralmente, chegam à instituição quer de dia quer de noite. Os mais crescidos conseguem dar algumas pistas que facilitam a localização dos familiares, mas as outras, a julgar pelas suas idades e inocência, até os nomes lhes são atribuídos pelas educadoras de infância do centro, seguido do registo na 3º Conservatória Notarial de Luanda.

Questionada sobre as intenções de adopção de menores, a responsável explicou, que ronda as 30 crianças anualmente. Os adoptantes cidadãos nacionais lideram a lista.

Para comemorar a efeméride no lar, hoje estão previstas actividades internas sem nenhum contacto com o exterior para evitar qualquer exposição dos menores.

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