Sociedade

Legado de Neto deve passar para nova geração de médicos

Manuela Gomes

Os médicos angolanos defenderam, ontem, em Luanda, a necessidade de se transmitir  à nova geração de profissionais da saúde no país, o legado de António Agostinho Neto, primeiro Presidente de An-gola, enquanto homem de medicina, que emprestou o seu saber como médico du-rante vários anos, ao longo do período de luta de libertação nacional.

Sílvia Lutucuta, ministra da Saúde e o bastonário Carlos Pinto
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro| Vigas da Purificação

Numa mesa-redonda sob o lema “Agostinho Neto, o médico”, a ministra da Saú-de, Sílvia Lutucuta lembrou que os primeiros médicos angolanos foram formados no exterior, sob inspiração do fundador da Nação, que após a independência concedeu bolsas para milhares de jovens.
Para a ministra da Saúde, Agostinho Neto via a Educação e a Saúde como pedras angulares para a construção do Estado, salientando que hoje, com base nessa visão estratégica, “Angola pode com orgulho, colher os frutos essenciais para a consolidação da nossa soberania e independência.”
Sílvia Lutucuta disse que o seu pelouro vai continuar a desenvolver uma abordagem de prestação de serviços de saúde mais humanizados e mais próximo dos cidadãos, optimizando oportunidades e sinergias com outros sectores e parceiros da sociedade civil. 
Sílvia Lutucuta enalteceu a figura de Agostinho Neto, tendo evocado as facetas como “político, poeta, homem das ciências e outros méritos com que nos brindou e muito fez para que hoje tivéssemos Angola independente.”
“Foi um caminho duro, vivemos tempos difíceis, mas continuamos com coragem e esperança de triunfar e hoje vemos o quanto valeu os esforços desempenhados por cada um de nós.”
O bastonário da Ordem dos Médicos de Angola disse, durante o encontro, que a classe se sente honrada por poder contar com os ensinamentos e feitos de Agostinho Neto no sector da Saúde.
Carlos Pinto de Sousa descreveu Agostinho Neto como figura incontornável na história angolana e internacional, enquanto estadista, poeta, médico e diplomata.
“Tudo faremos para que o legado desta grande figura, enquanto médico, se perpetue e passe por gerações de médicos. Como médico, Agostinho Neto prezava por um atendimento humanizado, conforto humano, delicadeza e prontidão”, declarou, Carlos Pinto de Sousa.

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