Sociedade

Lei do Utente fica pronta este ano

Angola terá, a partir deste ano, uma Lei do Utente para responder as necessidades dos utilizadores das unidades sanitárias. O diploma será encaminhado, brevemente, à Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros.

Fotografia: KINDALA MANUEL

Com esta iniciativa, é intenção das autoridades colocarem à disposição dos utentes e dos profissionais de Saúde um mecanismo legal que lhes assegure os seus direitos e deveres.

Actualmente, já existem nas unidades sanitárias públicas Gabinetes do Utente, nos quais os utilizadores podem depositar reclamações e apreciações sobre o atendimento nos hospitais, mas a ministra julga ser fundamental o diploma para melhorar a eficácia.

Além dos Gabinetes do Utente, o Ministério da Saúde está apostado na formação contínua e especializada dos profissionais, para dotá-los de conhecimentos e ferramentas essenciais ao atendimento humanizado e personalizado.

A este respeito, Sílvia Lutucuta reconheceu a existência de um fosso entre o atendimento nas unidades sanitárias públicas e privadas, tendo sublinhado que a pretensão é melhorar a relação utente/profissional de Saúde.

Para tal, a ministra prometeu a disponibilização de medicamentos em todos os hospitais.“Está a ser feito um grande esforço para reverter o quadro a médio e longo prazos. É um grande desafio. Temos consciência de que devemos humanizar mais os cuidados de saúde, criar gabinetes de utentes bem estruturados e que prestem o seu papel”, declarou.

A ministra exemplificou os casos da Maternidade Lucrécia Paim e do Hospital Josina Machel, onde foram criadas condições para acolher familiares de pacientes internados, evitando que passem noites ao relento à porta dos hospitais.
Em alguns círculos da sociedade, há ainda desconfianças em relação à eficácia e ao atendimento dos hospitais públicos, mas a ministra diz que não há razões para os familiares continuarem a pernoitar à porta dos hospitais.

 

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