Sociedade

Luanda: Amigos do Catambor dão apoio a famílias carentes

César Esteves

Os moradores do bairro Catambor, no Distrito Urbano da Maianga, em Luanda, decidiram unir-se, para ajudar as famílias mais carentes da zona.

Amigos Solidários posaram com a família beneficiada
Fotografia: DR

Através de um grupo denominado "Amigos Solidários", formado por naturais e amigos da zona, os membros desdobram-se para identificar famílias que, com o surgimento da pandemia, perderam a capacidade de se auto-sustentar, a fim de serem ajudadas.

A ideia para a criação do grupo solidário surgiu do morador Dornel António, também conhecido por "Naninho Fashion". Ao aperceber-se da existência de uma família, naquela comunidade, que enfrentava muitas necessidades, mobilizou outros no sentido de se fazer alguma coisa. “A informação tocou o coração de todos”.

Dornel António, que se dedica à realização de actividades culturais, adiantou ao Jornal de Angola que o método aprovado pelos moradores, para ajudar aquela família, foi a contribuição monetária, sem estabelecer qualquer cifra.  “De forma surpreendente, os moradores contribuíram, em massa, tendo o valor total ultrapassado os 240 mil kwanzas”, realçou o autor da iniciativa, acrescentando que houve quem tivesse contribuído com cestas básicas.

Com o valor arrecadado, comprou-se vários bens de primeira necessidade, que foram entregues àquela família. “Entregámos também uma parte do valor, para aquelas situações pontuais”. Comovida com a iniciativa dos moradores, Josefina Gomes, membro da família ajudada, agradeceu o gesto. “Que Deus vos abençoe pelo que acabaram de fazer”, revelou aos prantos.

Outras famílias que se encontram na mesma condição, também solicitaram ajuda aos “Amigos Solidários”. O porta-voz do grupo disse estar a decorrer mais uma recolha de valores, para ajudar essas famílias.

“Conseguimos arrecadar já, mais de 190 mil kwanzas”, aclarou, tendo acrescentado que “muita gente que já não reside no Catambor, há muitos anos, também está a contribuir para a causa”. Um natural do Catambor, residente no Brasil, enviou um montante equivalente a 70 mil kwanzas. “Ele ficou muito comovido com a situação dessas famílias”.

Tempo

Multimédia