Sociedade

Luanda calma no início do ano

Domingos dos Santos |

As ruas da cidade de Luanda estavam ontem à tarde e à noite praticamente desertas, fruto da ressaca da passagem de ano.

Vista parcial da cidade de Luanda
Fotografia: Edições Novembro |

A Ilha de Luanda e a península do Mussulo, onde se realizaram muitas festas de reveillon, eram os locais com maior número de pessoas que ainda festejavam a chegada do novo ano.
O Clube Náutico do Benfica continuava, até à 12 horas de ontem, a registar a travessia de muitos cidadãos que escolheram a península do Mussulo como o local ideal para desfrutar bons momentos de lazer.
Apesar da grande agitação vivida no dia 31, o Mussulo registava certa acalmia. Pela manhã, ouvia-se apenas o chilrear dos pássaros e o barulho dos motores de alguns barcos que levavam e traziam turistas.
Apesar de não fazer muito sol, estava muito calor, por isso muitas pessoas optaram por passar o dia na praia para se refazerem do cansaço da festa de passagem de ano. Neste sentido a Ilha de Luanda foi provavelmente o local onde se registou maior movimento de viaturas, comparado com outras zonas da cidade de Luanda, onde se podia com facilidade encontrar um lugar para se estacionar.
Ontem, foi de facto uma segunda-feira diferente das outras, pois o automobilista não teve que dar muitas voltas para encontrar lugar para estacionar a sua viatura e muito menos pagar trezentos kwanzas aos miúdos “usurpadores” de espaços públicos. O grande parque de estacionamento da Marginal junto à Marinha de Guerra Angolana estava quase vazio.
Apesar do pouco trânsito, registámos o atropelamento de um cidadão em estado de embriaguez na estrada do Benfica. Felizmente, o cidadão teve apenas ferimentos ligeiros e foi socorrido pelo automobilista que o atropelou.
Pela cidade, ainda se viam agentes da Polícia Nacional e do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros a garantir a segurança dos cidadãos e vários funcionários das empresas de saneamento básico a limpar as ruas e a recolher lixo produzido na passagem de ano.
As paragens de táxis registavam pouca presença de passageiros, mas, apesar disso, foram muitos os taxistas que trabalharam e permitiram a deslocação das poucas pessoas que saíram à rua.
Os postos de abastecimento de combustível estavam vazios e o número de kinguilas, zungueiras e ardinas era diminuto, principalmente ao princípio da tarde. Nos estabelecimentos comerciais da Baixa de Luanda, o movimento de clientes era fraco.
Ao princípio da tarde, uma chuva imprevista, que começou na noite do dia 31, esvaziou a cidade, num sinal de que São Pedro abençoava o novo ano.

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