Sociedade

Luanda cria plano contra a cólera

Um plano de emergência foi criado ontem pelas autoridades sanitárias da província de Luanda para dar resposta a um eventual surto de cólera na capital angolana, que não regista casos da doença há três anos.

No período das chuvas as autoridades sanitárias alertam para a necessidade de reforço das medidas de prevenção que incluem a melhoria das condições de higiene domiciliar e do meio
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

O plano foi criado no decurso de uma reunião, realizada na Escola Técnica de Saúde, na qual foi decidido criar equipas de resposta rápida em todos os municípios da província de Luanda e indicados os centros de tratamento e os laboratórios para colheita das amostras de casos suspeitos. Apesar de Luanda não registar nenhum caso de cólera desde 2013, as autoridades sanitárias defendem o reforço da vigilância epidemiológica face ao surto na província do Zaire.
Na reunião, para a qual foram convocados os chefes de repartições, directores municipais e de unidades sanitárias, a directora do Gabinete Provincial de Luanda da Saúde, Rosa Bessa, pediu à população para reforçar as medidas de prevenção.
As medidas de prevenção incluem a melhoria das condições de higiene domiciliar e do meio, o cumprimento dos cuidados básicos de higiene pessoal, como a lavagem das mãos antes de cada refeição, e a não ingestão de alimentos expostos ao ar livre e mal acondicionados.
A lavagem das frutas e verduras em água desinfectada com lixívia (para cada litro de água 10 gotas) e o consumo de água filtrada, fervida ou desinfectada com cloro são também recomendações destinadas à prevenção da cólera.
As autoridades sanitárias da província de Luanda aconselham ainda evitar o contacto directo com água de enchentes e lagos, por poder provocar, além da cólera, outras doenças, como a hepatite e a febre tifóide. A cólera é uma doença causada por um microrganismo, de nome vibrião colérico, que tem a capacidade de multiplicar-se em grande velocidade dentro do intestino humano, provocando fortes reacções no aparelho digestivo e libertando uma toxina que desencadeia uma intensa diarreia.
O contágio dá-se, principalmente, através da água e de alimentos contaminados pelo vibrião colérico e os principais sintomas da doença são vómitos, dores de barriga e calafrios. Uma pessoa que apresente alguns desses sintomas deve ingerir muitos líquidos e dirigir-se a uma unidade hospitalar mais próxima de casa.

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