Sociedade

Mais de 30 bombeiros morreram em serviço

Helma Reis

Ao todo, 40 bombeiros morreram e 63 ficaram feridos no combate a incêndios re-gistados no ano passado em várias províncias do país, anunciou, em Luanda, o co-mandante nacional adjunto do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

Incêndios deixaram, ainda, 63 profissionaos do corpo de bombeiros feridos no ano passado
Fotografia: DR

O comissário José Horácio da Silva revelou o número de mortos e feridos, em serviço, quando discursava, há dias, na Casa da Juventude de Viana na cerimónia de encerramento da primeira fase dos cursos de Investigação de Causas de Incêndios, Operações com Matérias Perigosas - Nível II e Rádio Comunicação, nos quais participaram 114 agentes.
José Horácio da Silva, que representou na cerimónia o comandante nacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Bênção Cavila Abílio, disse estar o órgão operativo do Ministério do Interior preocupado com a forma como são manuseados, armazenados, transportados e distribuídos produtos perigosos, sobretudo, os inflamáveis e explosivos, “que muitas vezes têm causado elevado número de mortes.”
O comandante nacional adjunto acentuou que as ac-ções formativas visam aumentar a capacidade operacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, a fim de garantir uma maior capacidade de resposta na protecção da po-pulação e dos bens públicos e privados.
O responsável referiu que os conhecimentos adquiridos são de “grande relevância” para a peritagem, feita com base na aplicação de procedimentos, desde a preservação do local de um incêndio à determinação das causas.
“A técnica praticada duran-te as aulas permite que se descubra a causa real dos incên-
dios”, acrescentou o comandante nacional adjunto do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, que defendeu a existência de vias e canais de comunicação eficazes para haver sempre sucesso nas operações a todos os níveis.
O comissário deu ênfase à necessidade de os operadores estarem devidamente preparados para receberem e delinear a actuação das forças nos vários territórios operacionais.
“As acções formativas de-vem ser contínuas”, defendeu o comandante nacional adjun-to do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, para quem os cursos de refrescamento ga-rantem preparação física, mental e científica para os agentes e contribuem para uma resposta eficaz de acordo com as necessidades e solicitações de emergência.
O comissário defendeu uma maior atenção à Escola Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, por estar a viver “muitas dificuldades” decorrentes da falta de material de apoio du-rante as formações.

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