Sociedade

Mais de 1.700 mortos em acidente nos últimos meses

André da Costa

Oito mil 301 acidentes de viação foram registados entre Janeiro e Outubro deste ano em todo país, mais 936 em relação ao mesmo período do ano anterior, resultando na morte de 1.776 (-300) e 8.482 feridos (mais 625), informou ontem, em Luan-da, o porta-voz da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT).

Trinta por cento dos acidentes de viação que ocorreram no país foram por capotamento
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O superintendente - chefe Angelino Sarrote fala na abertura da “Feira sobre a Sinistralidade Rodoviária”, que decorre até amanhã no Largo do Soweto,  em Luanda, onde estão expostos dezenas de viaturas acidentadas este ano, que resultaram na morte  de vários  automobilistas.
Angelino Sarrote reconheceu haver uma redução de 200 mortos, comparativamente a igual período do ano passado, mas lembrou que em termos de feridos houve um aumento.
De acordo com oficial da polícia, as províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Huambo foram as que mais acidentes registaram, causadas por excesso de velocidade, capotamento, choque contra obstáculo fixo, devido a densidade populacional e a quantidade de veículos que circulam na via.
Explicou que 35 por cento dos acidentes de viação que ocorrem no país foram causados por atropelamentos, daí ter apelado aos cidadãos no sentido de fazerem travessia nas estradas em locais indicados, como as passagens de nível e passadeiras.
O porta-voz da Brigada Especial de Trânsito (BET), inspector João Pereira, reconhece que a Avenida Fidel de Castro é a de maior vigilância  policial  por  registar  diariamente dois acidentes de viação.
Semanalmente na mesma avenida, ocorrem entre 12 a 15 acidentes, causados fundamentalmente por colisão entre veículos.
 Em função da sua extensão e por ser uma via rápida, a Avenida Fidel de Castro, segundo o responsável  tem sido  objecto de especial atenção , obrigando a colocação,  ao longo do traçado de um elevado número de efectivos em relação a outras vias, e mesmo assim, os acidentes continuam a  registar-se  diariamente.
“As colisões traseiras ou por raspagem, os despistes, seguido de capotamento e os atropelamentos  lideram as tipologias tipo que a Avenida Fidel de Castro apresenta”, declarou. 
João Pereira não entende as razões dos vários incidentes  ao longo da Avenida Fidel Castro, porquanto existem inúmeras pedonais. Reconheceu entretanto que boa parte dos mesmos esteja associado à  negligência dos peões que não utilizam as pedonais.
Como preocupação apontou os automobilistas de ca-miões que transportam iner-
tes e que conduzem sem obedecer o estipulado no Códi-go de Estrada. “Na maior parte das vezes circulam  na fila mais à esquerda da faixa de rodagem, quando deveriam circular à direita por ser uma via rápida”.
O comandante-geral da Polícia Nacional, comissário geral Paulo de Almeida, reconheceu haver diminuição do número de acidentes de viação e de mortos, mas alertou que, com isso não, significa dizer que esteja tudo bem, atendendo que o número de pessoas que sofrem acidentes são ainda consideráveis, assim como os veículos destruídos.
Paulo de Almeida disse que é preciso que os automobilistas e os peões estejam conscientes que ao circularem no ambiente rodoviário devem tomar todas as precauções, de modo a evitar os acidentes que provocam  luto em várias famílias.
Sublinhou a necessidade das estruturas de direito melhorarem o estado das vias, sobretudo as estradas nacionais, assim como a iluminação pública e mais sinalização para facilitar a fluidez do trânsito. “Existe um grande esforço para melhor a fiscalização do trânsito”.
Na feira podem ser vistos materiais usados pela Direc-
ção Nacional de Viação e Trânsito, Unidade de Trânsito de Luanda, Brigada Es-pecial de Trânsito (BET), Serviço de Bombeiros e empresas que actuam no ramo do seguro.

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