Sociedade

Mais de um milhão de dólares para reparar a linha destruída

César Esteves

Os danos provocados à linha de transporte de energia eléctrica ao novo aeroporto internacional de Luanda, na sequência do fogo  ateado por indivíduos ainda não identificados, estão avaliados em mais de um milhão de dólares, revelou, ontem, o director-geral do Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK).

A eventual sabotagem adiou o início do processo de energização do novo aeroporto de Luanda
Fotografia: Edições Novembro

Fernando Barros admitiu ao Jornal de Angola que a destruição da linha seja um "acto de sabotagem", estando o Serviço de Investigação Criminal (SIC) a trabalhar no terreno para determinar se o fogo tem efectivamente origem criminosa.   
“Pode haver outras nuances por detrás disso, mas, fazendo uma análise preliminar, fica-se com a sensação de que se trata de um acto de sabotagem”, acentuou Fernando Barros.
O director-geral do GAMEK informou que o processo de energização do novo aeroporto internacional de Luanda estava para iniciar esta semana e agora não se sabe quando começa.
A destruição da linha ocorreu numa altura em que estavam a ser realizados testes finais para a energização do novo aeroporto internacional de Luanda, em construção, desde 2007, no município de Icolo e Bengo, estando as obras previstas para terminar em 2020.  
O director do GAMEK salientou que vão ser adquiridos novos materiais para repor a linha destruída pelo fogo, que afectou mais duas que alimentam a subestação de Catete e de Bom Jesus.
 As duas zonas do município de Icolo e Bengo não ficaram privadas do fornecimento de energia eléctrica por cada uma ter ainda uma linha que vai estar em funcionamento até à reposição das danificadas.
O director Fernando Barros não precisou quanto tempo vai ser preciso para a reparação dos estragos provocados pelo fogo, mas prometeu avançar alguma informação já amanhã, depois de  uma reunião convocada para analisar a situação.
O novo aeroporto internacional de Luanda vai receber, anualmente, até 15 milhões de passageiros, sendo dez milhões do tráfego internacional e cinco milhões do tráfego nacional.
A estrutura vai coexistir com o aeroporto internacional “4 de Fevereiro”, mas este último passa a dedicar-se à aviação executiva e a situações de emergência.

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