Mais jovens saem do desemprego na capital

Edivaldo Cristóvão e Cláudia Muhatili
17 de Fevereiro, 2017

Fotografia: Dombele Bernardo|Edições Novembro

O “Programa Avanço”, aberto em 2014, já capacitou 2.072 jovens nas especialidades de mesa e bar, cabeleireiro, barbeiro, montagem de parabólica, reparação e manutenção de geradores, desenho gráfico, fotografia e digitalização.

O programa foi criado pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social com o objectivo de aumentar a oferta formativa e potenciar os jovens com competências técnico-profissionais em várias especialidades para serem inseridos no mercado do trabalho.
Para reforçar a oferta formativa, houve necessidade de inclusão do curso de discotecário, para a formação de “disco-jóqueis”, na grelha do Sistema Nacional de Formação Profissional. A inclusão do novo curso resulta de um estudo sobre o exercício dessa actividade no mercado angolano.
O primeiro ciclo de formação de “disco-jóqueis” começou em Novembro e terminou em Janeiro. Ontem, os formandos receberam os certificados de conclusão do curso, numa cerimónia realizada no Centro de Formação Feminina do Rangel, presidida pelo ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Pitra Neto, e na qual esteve presente o ministro da Comunicação Social, José Luís de Matos.  
Durante o curso, foram identificadas insuficiências, uma das quais resultante da falta de oferta formativa para “disco-jóqueis”. Outra situação que saltou à vista durante a formação foi o desconhecimento do perigo que o som representa para a saúde quando utilizado de forma incorrecta.
Para o curso de discotecário, foram inscritos 82 candidatos. Depois de terem sido submetidos a testes de admissão, foram aprovados apenas 15, dos quais apenas 11 concluíram com êxito a formação, durante a qual foram ministrados os módulos “Cidadania”, “Animação de eventos” e “Manutenção de equipamentos de som”. Os formandos ficaram a saber também dos níveis de decibéis aceitáveis e das técnicas básicas e avançadas de mixagem, equalização e de animação de eventos. Conselhos técnicos, como fazer cobrança e manutenção dos equipamentos foram também assuntos abordados na formação. 
O ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Pitra Neto, declarou ontem, na entrega dos certificados, que o “Programa Avançado” serve para encontrar soluções para as actividades consideradas ilícitas, tornando-as numa fonte de rendimento sustentável para os jovens e as suas famílias.
O ministro Pitra Neto informou que o Sistema Nacional de Formação Profissional diagnosticou, há mais de dois anos, que o exercício da actividade de “disco-jóquei” é muito frequente e comum nas comunidades. “Sabemos que o convívio faz parte do estilo de vida da nossa sociedade”, declarou o ministro Pitra Neto, que disse ter o Executivo decidido dignificar a actividade profissional exercida pelos “disco-jóqueis”, tornando-os “competentes, com habilidade e atitudes responsáveis.” Os “disco-jóqueis” que concluíram a formação vão receber carteira profissional para o exercício da actividade dentro das normas estabelecidas.
 O ministro, que deu ênfase ao facto de haver reclamações da população resultantes da poluição sonora provocada por “disco-jóqueis”, disse esperar que agora deixem de fazer do som um elemento de perturbação, uma vez que o curso de discotecário transmite conhecimentos técnicos que bem aplicados podem pôr fim às reclamações da população.

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