Sociedade

Máquinas do INEA abandonadas no capim há três anos

Fernando Neto | Mbanza Kongo

Vários equipamentos destinados à construção de estradas, na província do Zaire, estão inoperantes desde 2015 e abandonados no parque automóvel do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), cercados de capim, em Mbanza Kongo.

Equipamentos inoperantes destinados à construção de estradas estão abandonados desde 2015
Fotografia: Garcia Mayatoko | Edições Novembro

O responsável do INEA no Zaire, Manuel Diangani, contactado pelo Jornal de Angola, reconheceu que o equipamento recebido há três anos não tem servido a região, como era de esperar, no apoio à construção de estradas que facilitariam o escoamento de produtos do campo para os centros comerciais.
O motivo da paralisação das máquinas é atribuído à incapacidade financeira por parte das empresas construtoras. “Neste momento, as obras nas estradas da região estão todas paralisadas, por falta de financiamento, facto que condiciona a capacidade das empresas na aquisição de brita”, disse o director provincial do INEA no Zaire. Manuel Diangani explicou que, além da falta de verbas para obras nas estradas, as empresas interessadas em utilizar as máquinas carecem de condições financeiras e técnicas para imprimir uma gestão sustentável que salvaguarde o conjunto de equipamentos existentes.
 “A britadeira não foi montada até ao momento porque as empresas privadas interessadas em produzir brita, em larga escala, para o sector da construção civil  na região, além da falta de capacidade técnica e financeira, não possuem mercado para a venda da matéria-prima”, disse.
Entre o conjunto de equipamentos inoperantes destacam-se quatro máquinas primárias e secundárias para quebrar pedras, uma perfuradora de brita, um martelo hidráulico, duas pás carregadoras, igual número de escavadoras, quatro camiões basculantes e um reboque de 40 pés.
Manuel Diangani apontou  a falta de mecânicos na região  para garantir a assistência técnica permanente das máquinas colocadas à disposição do INEA no Zaire, como outro empecilho.
Segundo o responsável, a direcção da instituição a nível central colocou à disposição da província um mecânico e respectivo ajudante para auxiliar, temporariamente, mediante contrato, a manutenção dos equipamentos.
“Temos défice de técnicos para as obras. Contamos  com 13 funcionários, o grosso do pessoal foi reformado. Vamos precisar de novas contratações para formar no mínimo uma brigada com 25 a 40 pessoas”, informou Manuel Diangani.

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