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Más condições da EN/230 força paralisação da operadora Macon ao Leste

As más condições que apresenta a Estrada Nacional (EN) 230, que liga Malanje e a região Leste do país, forçou a paralisação desde terça-feira, dos serviços da operadora de transportes rodoviários Macon a um tempo indeterminado, até que sejam melhoradas a via.

Fotografia: Dr

Em declarações hoje, quarta-feira, à Angop, o assistente administrativo da operadora Macon, Nevogildo Sacumuige, afirmou que a paralisação deveu-se as más condições da via e que muitas vezes colocava em perigo a vida dos passageiros e dos motoristas, bem como dos estragos dos meios.

Explicou que só no ano 2019, a Macon desembolsou em custos operacionais mais de 20 milhões de Kwanzas, para a reparação de autocarros e para aqueles que regressam de Luanda com avarias, estimado em cerca de 15 meios inoperantes.

Fez saber que anteriormente a rota Saurimo/Luanda tinha seis autocarros disponíveis e cobrava 18 mil Kwanzas por passageiros, reduzindo para dois serviços e percorria mais 400 quilómetros a mais, por causa do desvio da Lunda Norte a Malanje e aumento do número de motoristas de 60 para 40.

Nevogildo Sacumuige garantiu que nenhum funcionário será despedido devido a paralisação dos autocarros do percurso Saurimo/Luanda, sublinhando que a operadora apenas realizará rotas internas, com destaque a Dundo, Luau (Moxico) e serviços de fretes a várias empresas interessadas.

Por seu turno, Maria Muambeno, uma das clientes assíduas da Macon, lamentou o facto de a empresa ter paralisado os serviços, o que irá complicar mais ainda a vida da população, porque nem todos têm possibilidades de conseguir 50 mil a 70 mil Kwanzas para viajar de avião.

Tentativas feitas pela à Angop, para contactar o Instituto Nacional das Estradas de Angola (INEA) para saber se vão ou não realizar obras paliativas, que visam minimizar a via, mas sem sucesso

A transportadora Macon transportou mais de 100 mil passageiros e igual número de toneladas de mercadorias em 2019, num universo de 50 pessoas por autocarro.

A cidade de Saurimo é servida pelo Aeroporto Deolinda Rodrigues e conta com três operadoras aéreas, sendo uma estatal (TAAG) e duas privadas (Flay e SJL), que cobram 50 mil Kwanzas cada.

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