Sociedade

Médicos marcham contra os resultados do concurso

A maioria dos candidatos reprovou no concurso, avaliado através de um aplicativo informático, mas o Sindicato dos Médicos, por legalizar, alega a necessidade de “maior transparência”. Contesta a componente de cultura geral do teste de admissão, que considera “exagerada”.

Alguns médicos protestaram por melhorias
Fotografia: Dmundo Eucilio | Edições Novembro

O concurso público foi realizado com base no Decreto Presidencia l 102/11, de 23 de Maio, que estabelece a inclusão, nas provas de admissão, de cultura geral, deontologia médica e conhecimentos específicos de cada especialidade.
A prova tinha 20 por cento de cultura geral, 20 de ética e deontologia e 60 de conhecimentos específicos médicos. Esta semana serão divulgados os resultados definitivos do concurso, depois de avaliadas as reclamações.
Sobre o modelo americano das provas, este é o sistema utilizado há mais de sete anos pela Universidade Agostinho Neto e está a ser expandido para outras instituições do ensino superior.
A marcha contou com mais de 60 participantes em Luanda, cem em Benguela e 25 na Huíla, segundo a Angop.
Segundo os organizadores, a marcha visou chamar a atenção das autoridades para o elevado índice de mortalidade nos hospitais, para a falta de medicamentos e para o reduzido número de médicos nas zonas periféricas.
O Sindicato dos Médicos promete avançar para uma greve geral a partir do próximo dia 2 de Março.

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