Sociedade

Médicos querem união para erradicar a malária

O médico angolano Filomeno Fortes defendeu, em Coimbra, Portugal, a união de esforços para o fim da malária na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Doença mata por ano cerca de 500 mil pessoas no mundo, revelam a estatísticas
Fotografia: Edições Novembro

A posição de Filomeno Fortes, que já exerceu o cargo de coordenador do Programa de Combate à Malária em Angola, foi defendida no Encontro Regional da Cimeira Mundial da Saúde, realizado há dias em Portugal.
O também professor universitário chamou a atenção sobre as responsabilidades pela fraca actuação comunitária em torno do combate à malária, doença que mata anualmente cerca de 500 mil pessoas no mundo.
“Apesar de haver o fundo mundial contra a malária, os nossos países ainda têm muita dificuldade em relação aos recursos humanos, em medicamentos e testes rápidos", declarou Filomeno Fortes, para quem "os programas de luta anti-vectorial são muito frágeis".
A monitorização necessita também de maior esforço, defendeu Filomeno Fortes, que reconheceu haver menos participação das comunidades, "mais por nossa culpa do que por culpa das comunidades”.
O médico lembrou que, “tirando Portugal, todos os outros países da CPLP têm grandes dificuldades e maus indicadores em relação à malária e às doenças tropicais negligenciadas”.
Filomeno Fortes sublinhou que, mesmo com a iniciativa "Fazer Recuar a Malária", essas dificuldades continuam porque falta acção mais coordenada entre as partes que combatem as doenças nos países.
Filomeno de Jesus Fortes já foi secretário-geral da Federação Mundial de Doenças Transmissíveis, cargo para o qual foi nomeado no Congresso Mundial de Doenças Transmissíveis, realizado no Brasil, em Janeiro de 2012.     Contribuiu para a nomeação do médico angolano o trabalho que tem desenvolvido em várias áreas da saúde pública, fundamentalmente na área da pesquisa.
A ONU é uma das organizações que há 20 anos criou o Fundo para ajudar a combater a malária com uma intervenção global. A malária faz mais vítimas em África, onde são registados mais de 90 por cento dos casos.
Hoje, é assinalado o Dia Africano para a Redução da Malária. Angola e Moçambique estão entre as 15 nações onde houve 80 por cento das mortes por malária em 2016, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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