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Fula Martins |

A mais alta autoridade tradicional de Cassange, Dianhenga Cambamba Ngingi “Kulaxingo”, garantiu ontem ao Jornal de Angola que “os quatro supostos chefes tradicionais que o jornalista Rafael Marques refere na queixa-crime contra generais proprietários de minas de extracção de diamantes nunca existiram na região das Lundas” e são desconhecidos da população.

Grupo de Sobas esteve ontem no Jornal de Angola e denunciou as falsidades lançadas por um angolano na Europa
Fotografia: Mota Ambrósio

A mais alta autoridade tradicional de Cassange, Dianhenga Cambamba Ngingi “Kulaxingo”, garantiu ontem ao Jornal de Angola que “os quatro supostos chefes tradicionais que o jornalista Rafael Marques refere na queixa-crime contra generais proprietários de minas de extracção de diamantes nunca existiram na região das Lundas” e são desconhecidos da população.
Dianhenga Cambamba Ngingi “Kulaxingo”, que se deslocou à Redacção do Jornal de Angola, em Luanda, acompanhado de outros seis sobas, todos daquela região, disse que “o intitulado rei Mwa Capemba Camulemba, os regedores Nzovo, Mwambumba e Mwanitete são de nacionalidade congolesa e aproveitaram a guerra para ocuparem  zonas diamantíferas em Angola, onde faziam o garimpo, dividindo os lucros com a UNITA”.
A delegação de sobas que ontem esteve na Redacção do Jornal de Angola denunciou “ligações estreitas” entre os invasores kamanguistas, a UNITA e, depois da paz,  “com o senhor Rafael Marques”.
Algumas pessoas apontadas por Rafael Marques como vítimas, “na verdade são estrangeiros que invadiram Angola” e além das actividades ilegais de extracção de diamantes “apoiaram a UNITA e o PRS nas primeiras eleições livres e justas realizadas em Setembro de 2002”, assegurou.
O rei da Baixa de Cassange é a autoridade máxima nas Lundas, foi proclamado soberano em 2006, logo após a morte do Rei Kulaxingo.
“Fui entronado na presença de todos os reis, regedores, sobas da região da Baixa de Cassange e das Lundas e investido no poder pelo Rei Mwana Uta, do reino do Uíge e Baixo Cuango”, disse Dianhenga Cambamba Ngingi “Kulaxingo. “Os sobas estão descontentes com Rafael Marques e todos aqueles que apoiam a extracção ilegal de diamantes em Angola. Condenamos especialmente os estrangeiros que têm ligações com o senhor Rafael Marques”, sublinhou.
Os sobas que ontem estiveram na Redacção do Jornal de Angola deixaram um apelo: “pedimos ao senhor Rafael Marques para deixar de apoiar o garimpo ilegal na nossa terra e esperamos que volte as costas, de uma vez por todas, aos corruptos que roubam os nossos diamantes”
A Baixa de Cassange é uma região que vai desde o Noroeste ao Leste de Angola, tem mais de 80 mil quilómetros e abrange parte das províncias do Uíge, Malange e as Lundas. Compreende as aldeias de Cambo Sunginge, Zungue, Canzage, Wholo dia Coxi, Santa Comba, Mulundo, Teca dia Quinda, Xandel, Moma, Iongo Milando e Massango (Forte República) nos municípios de Cahombo, Marimba, Cunda dia Base e Quela.

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