Sociedade

Método inovador pode detectar cancro

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, conseguiu descobrir que um novo agente de contraste de imagem por ressonância magnética (IRM) é capaz de detectar o cancro da mama na fase inicial, além de distinguir se o tumor é agressivo ou de lento crescimento, revelou ontem a revista científica "Nature”.

Medicina devolve esperança a pessoas com cancro
Fotografia: Jesus Silva | Edições Novembro

De acordo com o biomédico e principal responsável pelo estudo, Zheng-Rong Lu, o trabalho poderá ajudar os médicos "a encontrarem o tratamento adequado" para cada paciente. Após diversos testes com ratos, os pesquisadores descobriram que o agente de contraste à base de gadolínio é também mais eficiente e seguro do que os agentes tradicionais, pois usa uma dose 20 vezes menor e que o corpo elimina mais facilmente.
Para fabricar esse agente novo, Lu e equipa combinaram o agente de contraste chamado Gd3N@C80, considerado altamente eficiente, com um peptídeo chamado ZD2, desenvolvido num laboratório pelos próprios especialistas. Eles perceberam que frente ao gadolínio empregado em agentes tradicionais, a estrutura do Gd3N@C80 era "diferente", porque os iões do gadolínio ficavam presos numa molécula de fulereno, que se assemelha a uma bola de futebol.
“Essa jaula evita o contacto directo entre o gadolínio e o tecido e o gadolínio não se solta, evitando qualquer tipo de interacção com o tecido”, explicou. Segundo Lu, a tecnologia fundamental no agente de contraste é o peptídeo encostado.
Segundo pesquisaadores, na experiência, o ZD2 foi aplicado à superfície da molécula de fulereno e, depois disso, o peptídeo detectou especificamente a proteína do cancro EDB-FN, que se associa à invasão de um tumor.

Tempo

Multimédia