Sociedade

Milhares de pessoas morreram em estradas

Miguel Ângelo | Huambo

Pelo menos 3.436 pessoas morreram, no período de 2006 a 2019, vítimas de acidentes rodoviários na província do Huambo, índices considerados “assustadores e preocupantes”, pelas autoridades locais.

Fotografia: DR

De acordo com a Comissão Provincial de Viação e Ordenamento do Trânsito que apresentou os dados, há dias, durante a campanha quadrienal de prevenção rodoviária, os 3.436 mortos foram declarados nos locais dos sinistros, enquanto mais de doze mil tiveram ferimentos graves e ligeiros, alguns dos quais acabaram por falecer a caminho e nas unidades hospitalares.

O porta-voz da comissão, Paulo Cassinda, disse que os motociclos estiveram no epicentro dos acidentes, facto que torna o Huambo, entre as cinco que mais sinistros, envolvendo motociclistas, registam no país, a par de Luanda, Cuanza-Sul, Huíla e Benguela.
Em 7.248 acidentes registados, envolvendo motociclos, 1.700 pessoas tiveram morte imediata, causando o ferimento a mais de oito mil. Há ainda a registar, o atropelamento de 3.102 pessoas, com 723 mortos e 2.947 feridos.
A faixa etária de cidadãos envolvidos nos 13.567 acidentes rodoviários ronda entre os 15 e os 40 anos, sendo 8.369 homens e cinco mil mulheres.
O município sede, Huambo, com 5.071 acidentes rodoviários, Caála com 1.833, Bailundo com 1.745 e Londuimbali com 881 sinistros, têm maior registo.
Para a governadora do Huambo, Joana Lina, os dados apresentados pela comissão devem merecer profunda reflexão, tendo apelado para uma maior consciencialização sobre o fenómeno.

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