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Ministra garante medidas de prevenção do ébola

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou ontem, em Mbanza Kongo, estarem criadas as condições para conter uma "eventual" propagação da febre hemorrágica do ébola no país.

Fotografia: DR

De acordo com a ministra, foram reforçadas as medidas preventivas e de controlo sanitário nos principais postos fronteiriços com a República Democrática do Congo (RDC), país afectado por esta doença altamente letal e que já vitimou milhares de pessoas desde que ressurgiu em 2018.
Lembrou que o surto que atinge o país vizinho é o terceiro, nos últimos anos, pelo que as autoridades sanitárias angolanas há muito que se preparam para fazer face a uma eventual situação de emergência sanitária.
“Temos um intenso movimento de pessoas em ambos os lados da fronteira com a RDC, pelo que estamos a acompanhar todo este processo”, vincou.
Recordou terem sido realizadas, em 2018, acções de formação em matéria de controlo sanitário e prevenção do ébola dirigida aos efectivos destacados nos principais postos fronteiriços com a RDC, em parceria com o Ministério do Interior.
O director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou na quarta-feira, o estado de emergência internacional na República Democrática do Congo (RDC), depois da reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da epidemia do ébola.
A epidemia já provocou 1. 676 mortos na RDC, país que regista 12 novos casos por dia. Este surto, o segundo mais mortífero na história, é apenas ultrapassado pela epidemia que entre 2014 e 2016 atingiu a África Ocidental e que matou mais de 11.300 pessoas.
A avaliação da Organização Mundial da Saúde indica que o risco da epidemia continuar a espalhar-se na RDC e na região “permanece muito alto”, mas o de se expandir para fora daquela região ainda é baixo.

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