Sociedade

Ministro quer jornalistas competentes e qualificados

Adelina Inácio

O ministro da Comunicação Social, João Melo, defendeu sexta-feira, em Luanda, a formação contínua dos profissionais do sector.

Jornalistas vão melhorar os níveis de formação técnico-profissional
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

 João Melo, que falava na abertura do primeiro ciclo de refrescamento de jornalistas, entende que sem quadros motivados, qualificados e disponíveis para aprender, dificilmente qualquer actividade humana pode desenvolver-se.
 O ministro reconheceu que, a par dos vários e complexos problemas de gestão das empresas de Comunicação Social, a formação é outra área onde foram diagnosticadas muitas debilidades e insuficiências.
 Mas, acrescentou, o Ministério da Comunicação Social tem o compromisso de resolver não só os problemas encontrados no sector, mas também elevá-los em termos de exigências e qualidade.
 Para tal, garantiu que o Ministério da Comunicação Social vai, em colaboração com as empresas de Comunicação Social e as universidades, desenvolver vários ciclos de formação a todos os níveis. A ideia  é aumentar a competência e a qualidade dos quadros.  Com as universidades, o Ministério da Comunicação Social vai propor a extensão do curso de Jornalismo, com a duração de um ano, focado em áreas como melhoria da qualidade técnico-profissional e a elevação do nível dos jornalistas em termos de cultura geral, história, economia e política.
“Não se compreende um jornalista com baixa cultura geral”, disse.
 João Melo  entende que,  numa altura em que o acesso à informação está  facilitada, não se justifica que haja jornalistas  pouco interessados em aprofundar o nível de formação. Quem não se superar, alertou o ministro, certamente vai ser ultrapassado por outros mais bem preparados.

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