Sociedade

Morte de paciente gera polémica no Josina Machel

Augusto Cuteta

O funeral da paciente Julieta António João, que faleceu no sábado, depois de sete meses internada, no Hospital Josina Machel, em Luanda, continua sem data marcada, revelou ontem ao Jornal de Angola o director-geral da unidade clínica.

Familiares de paciente e o hospital em contra mão
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Leonardo Rodrigues disse que o cadáver da jovem, de 21 anos, ainda continua sob cuidados da direcção do Hospital Maria Pia, que se encarregou de assumir gastos com a transladação do corpo e funeral, previsto para Gabela, província do Cuanza-Sul.
“Estamos à espera que o hospital cumpra alguns trâmites legais junto do Governo Provincial de Luanda e de outras entidades, para a transladação do cadáver, o que está a atrasar o enterro”, explicou um familiar.
O membro da família da malograda, que falou ao Jornal de Angola sob anonimato, avançou  que apesar da ajuda, os familiares  sentem-se frustrados, acusando o hospital de ter abandonado  a paciente enquanto esteve internada na ortopedia.
Quanto ao propalado caso de abandono, que chegou a ter repulsa, até nas redes sociais, o director Rodrigues  Leonardo desmentiu as declarações dos familiares.
Para já, o director-geral do Hospital Josina Machel espera que as atenções sejam viradas para a transladação e funeral, um assunto que está bem encaminhado.
O Ministério da Saúde reagiu às informações postas a circular sobre a situação da falecida paciente Julieta António João. O documento  esclarece que ela deu entrada com um estado nutricional deficiente, com anemia severa e uma tumoração, no antebraço direito, ulcerativa do tipo “couve-flor”, com aspecto maligno, ocupando um terço do antebraço até ao punho.
A paciente tinha sido  submetida à hemotransfusão de várias unidades de sangue. “A doente estava grávida de 26 semanas, ao ter dado início ao trabalho de parto, acabou por expulsar um nado-morto”.

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