Sociedade

Mulher migrante fala das suas preocupações

As dificuldades que enfrenta a comunidade angolana em Portugal, em geral, e a mulher, em particular, foram apresentadas às deputadas à Assembleia Nacional, pela bancada do MPLA, Luzia Inglês e Eulália Rocha, num encontro em Lisboa, por ocasião do Dia da Mulher Migrante, assinalado sábado, 20.

Mulher migrante fala das suas preocupações
Fotografia: Contreiras Pipa| Edições Novembro

Promovido pela Associação da Mulher Migrante Angolana em Portugal, o encontro serviu também para a comunidade abordar a situação dos antigos combatentes e veteranos da pátria, bem como a regularização do registo civil, a julgar pela presença de milhares de cidadãos nessa condição, naquele país europeu. Responsáveis de algumas associações angolanas radicadas em Portugal aproveitaram a ocasião para levantar a questão das transferências bancárias de Angola para Portugal, por motivos de saúde, educação e apoio familiar, situação dos doentes angolanos naquele país.
Ao usar da palavra no acto, a deputada Luzia Inglês reafirmou a importância da diáspora no apoio ao desenvolvimento do país, bem como a necessidade de reforçar a organização da comunidade angolana em Portugal. Para Luzia Inglês, as mulheres devem participar activamente na defesa dos seus direitos, bem como no cumprimento dos seus deveres, enquanto pilares da família.
A também secretária geral da OMA, braço feminino do MPLA, apelou para  a importância dos estudos e da leitura para a mulher melhorar o seu desempenho na sociedade.  Luzia Inglês fez uma resenha sobre a conjuntura geral do país, tendo-se socorrido da mensagem sobre o Estado da Nação, proferida na abertura do novo ano legislativo pelo Presidente da República, João Lourenço.
David Goubel, presidente da Federação da Juventude Angolana em Portugal (FJAP), Rosa de Almeida, presidente da Associação da Mulher Migrante Angolana (AMMA) e Miguel Kiassekoka, presidente da Organização da Cooperação e Apoio Mútuo (OCAPM). No final, os participantes saudaram e agradeceram a disponibilidade das deputadas Luzia Inglês e Eulália Rocha, em interagir com a comunidade angolana em Portugal, augurando que o exemplo seja seguido por outros dirigentes que escalam Lisboa.

Tempo

Multimédia