Novos hospitais na província de Luanda

Alexa Sonhi |
17 de Fevereiro, 2017

Fotografia: Mota Ambrósio|Edições Novembro

A província de Luanda vai dispor, a partir de Junho, de duas novas unidades hospitalares, no distrito urbano da Barra do Kwanza, município de Belas, e  no Zango Três, município de Viana.

A informação foi avançada ontem pela directora do Gabinete Provincial de Luanda da Saúde, Rosa Bessa, quando falava à  margem de um encontro de trabalho com técnicos de Saúde, presenciado pela vice-governadora de Luanda para a Área Política e Social, Jovelina Imperial. 
Rosa Bessa disse que, a nível da província de Luanda, foi inaugurada, recentemente, a primeira fase do novo hospital do Zango Três, que “funciona de forma tímida” por  faltarem ainda equipamentos hospitalares necessários para o seu pleno funcionamento.
“Tudo está a ser feito para que, até ao mês de Junho, a segunda fase da construção seja concluída e o hospital apetrechado para atender à população daquela área convenientemente”, acentuou a médica Rosa Bessa, especialista em ginecologia e obstetrícia.
Quanto à nova unidade hospitalar do distrito da Barra do Kwanza, Rosa Bessa informou que já está construída, faltando apenas o seu apetrechamento, trabalho que vai ser feito até  Junho, mês em que é inaugurado. A directora do Gabinete Provincial de Luanda da Saúde disse ser “necessário e urgente” a construção de novas unidades sanitárias nas áreas que ficaram sem hospitais devido à nova divisão administrativa. A título de exemplo, Rosa Bessa mencionou o município de Belas, cujos hospitais passaram para o município de Talatona.

Zika e febre-amarela

A médica Rosa Bessa pediu à população para continuar a respeitar as recomendações das autoridades sanitárias relativas à prevenção do vírus zika. As medidas de prevenção, acrescentou, são as mesmas recomendadas para a malária por as duas doenças serem transmitidas pelo mesmo mosquito, o “Aedes aegypti”, que “infelizmente reside em nossas casas, onde está presente nas águas limpas, nos pneus abandonados  e nos vasos".
Rosa Besa confirmou que a febre-amarela está devidamente  controlada na província de Luanda, por a campanha de vacinação ter tido uma cobertura acima dos 90 por cento.  A cólera continua a ser uma preocupação das autoridades sanitárias da província de Luanda, onde já foram notificados 15 casos suspeitos, cinco dos quais confirmados, mas sem causar óbito.

Banco de sangue

A maior parte dos pacientes tem “vínculo epidemiológico” com as províncias do Zaire e Cabinda, tidas como o epicentro do actual surto de cólera, doença que, quando mal tratada, pode levar à morte. Questionada sobre a existência de bancos de sangue na capital do país, a responsável pelo sector da Saúde em Luanda disse que, para os bancos de sangue funcionarem, é necessário, mais do que os equipamentos de colheita, a existência de doadores voluntários.
A médica Rosa Bessa criticou os familiares de doentes que nem sempre doam, uma atitude que, em sua opinião, deve ser desencorajada. "Os familiares de doentes precisam de colaborar mais. Se hoje o parente não utilizou sangue do hospital, amanhã pode precisar", salientou Rosa Bessa.
A vice-governadora da província de Luanda para a Áárea Política e Social,  Jovelina Imperial, que presidiu à cerimónia de abertura do encontro com técnicos de Saúde, disse que o objectivo da reunião é fazer uma avaliação do estado da Saúde nos municípios e distritos urbanos e uma análise das   dificuldades que o sector enfrenta.
Jovelina Imperial pediu aos responsáveis do sector da Saúde para  trabalharem com mais afinco no combate  à malária, a doenças respiratórias e diarreicas agudas e às hemorragias pós-parto, por serem patologias que causam mais mortes nos hospitais . Na sua opinião, sem Saúde não há  crescimento nem desenvolvimento. 
A humanização no sector da Saúde foi outro tema abordado pela vice-governadora provincial.

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