Sociedade

Número de acidentes de viação aumenta

Victor Pedro | Sumbe

O Cuanza-Sul é a sexta província do país com mais acidentes de viação, tendo, do total de 1.700 casos ocorridos a nível nacional, este ano, registado 373, mais 30 sinistros em relação ao mesmo período do ano passado, com 118 mortos 415 feridos e danos materiais avaliados em mais de 100 milhões de kwanzas, disse o responsável local da Direcção de Viação e Trânsito.

Até o mês de Outubro, Cuanza-Sul registou 373 acidentes
Fotografia: Edições Novembro

Eduardo Jacinto, que apresentou os dados em alusão ao Dia Mundial da Sinistralidade Rodoviária, assinalado no domingo, disse que o Cuanza-Sul regista uma alta taxa de acidentes rodoviários, a julgar pela sua localização geográfica que a leva a cruzar com duas estradas nacionais de grande  movimentação.
Segundo Eduardo Jacinto, pesa ainda no aumento da sinistralidade no Cuanza-Sul, o facto de existirem no seu território três eixos rodoviários que ligam os principais centros logísticos e económico do país, o que concorre para a elevada circulação de pessoas e bens.
De acordo com o director provincial de Viação e Trânsito, o Cuanza-Sul regista alta taxa de acidentes rodoviários a julgar pelo exercício não controlado de serviço de mototáxi nos principais centros urbanos e periferias, uso do álcool durante a condução e viaturas sem manutenção adequada.
Na Estrada Nacional 100  onde decorreu a efeméride, tiveram lugar 133 acidentes, com 47 mortos e 222 feridos, seguida do Sumbe, a capital da província, com 120, Porto Amboim com 66 e Gabela com 61. O subcomissário para Ordem Pública Luís Miguel defendeu o agravamento das penas aos automobilistas que desrespeitam o Código de Estrada para terem noção do perigo que correm quando conduzem sobre o efeito de álcool e outras drogas, uso de viaturas em mau estado de conservação, condução com excesso de  velocidade, actos que terminam em sinistralidade rodoviária.
Durante o acto, presencia-do por membros do Governo provincial do Cuanza-Sul, entidades eclesiásticas, autoridades tradicionais e representantes da sociedade civil, foi realizada uma cerimónia religiosa, a entrega de cartilhas com o Código de Estrada, de-posição de flores na estrada e fitas pretas que simbolizam o luto, em memória dos que morreram nas estradas.


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