Sociedade

Ordem defende existência de médico de família

A presidente do núcleo de Luanda da Ordem dos Médicos, Manuela Clementina Sotto Mayor, defendeu esta sexta-feira, em Luanda, a existência de médicos de família e outros profissionais de apoio a nível dos municípios nos cuidados primários de saúde, para reduzir a sobrecarga e melhorar o trabalho nas unidades de referência.

Presidente do núcleo de Luanda da Ordem dos Médicos, Manuela Clementina Sotto Mayor
Fotografia: Alberto Pedro | Edições Novembro

Médico de família é a denominação pela qual é habitualmente conhecido o especialista em atenção básica, para tal é necessário ampla capacitação em diversas áreas da Medicina. Trabalha habitualmente nos Cuidados de Saúde Primários.

Ao falar na cerimónia de tomada de posse do Conselho Provincial da Ordem como presidente do núcleo, Manuela Sotto Mayor considerou que o médico de família é uma especialidade que o país precisa para atendimento nos cuidados primários de saúde na periferia onde a demanda de pacientes é maior. “Se os cuidados primários de saúde funcionarem na periferia aqui no topo os serviço centrais, o trabalho vai ser melhor e a sobrecarga menor”, ressaltou em entrevista Angop.

A responsável disse que irão trabalhar para que o atendimento dos pacientes seja melhor com a superação dos médicos, porque muitas vezes a sobrecarga de trabalho faz com que no final o serviço prestado não seja eficaz.

Durante a cerimónia, orientada pela bastonária da Ordem dos Médicos de Angola, Elisa Gaspar, tomaram posse os membros do conselho provincial e regional Norte da organização que durante três anos irão trabalhar em prol do desenvolvimento da classe.

Manuela Sotto Mayor é médica gineco-obstetra e trabalha há mais de 25 anos na maternidade Lucrécia Paim. A Ordem dos Médicos controla a nível do país perto de sete mil médicos, dos quais cinco mil estão em Luanda.

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