Sociedade

País ganha Laboratório de Virologia Molecular

Pelo facto de a notícia veiculada ontem estar eivada de alguma inexactidão e com o objectivo de repor a verdade dos factos, o Jornal de Angola publica hoje, na íntegra, a nota de imprensa proveniente da “Campanha Nascer Livre para Brilhar”.

O Laboratório vai permitir expandir a oferta de exames de carga viral para o diagnóstico precoce infantil
Fotografia: Edições Novembro

No âmbito da campanha 'Nascer Livre Para Brilhar', Benguela passou a ter um laboratório para a oferta de exames de carga viral para o Diagnóstico Precoce Infantil e monitorização do tratamento, para as províncias do Centro e Sul do país, patrocinado pela OPDAD (Organização das Primeiras Damas Africanas para o Desenvolvimento) em parceria com a empresa ABBOTT.
A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, líder da campanha Nascer Livre Para Brilhar, inaugurou, sexta-feira, dia 31, o Laboratório Re-gional de Virologia Molecular e fez a entrega de certificados aos técnicos de saúde formados no Sistema de Carga Viral e Diagnóstico Precoce Infantil (DPI), em Benguela.
O Laboratório Regional irá realizar exames de Carga Viral para Diagnóstico Precoce Infantil (DPI) e para a monitorização da eficácia do tratamento com antirretrovirais, particularmente em gestantes. É um ganho para a região sul do país, em que sete províncias serão beneficiadas com a plataforma de alto fluxo instalada no Hospital Geral local.
Do ponto de vista das metas do Plano Operacional Para a Prevenção da Transmissão do VIH de Mãe para Filho 2019/21, que prevê reduzir de 26% para 14% o número de crianças de mães seropositivas que nascem com VIH, representa um importante marco para a Campanha Nascer Livre para Brilhar.
Com a criação deste Laboratório Regional de Virologia Molecular, o país terá oportunidade de expandir a oferta de exames de carga viral e vai permitir que as crianças expostas (crianças nascidas de mães seropositivas) não precisem esperar 18 meses para fazer o primeiro exame para o diagnóstico da sua condição serológica. Sem o diagnóstico precoce, perde-se a oportunidade de começar mais cedo o tratamento com antirretrovirais para aquelas crianças cujos resultados forem positivos.
A tecnologia molecular aplicada ao VIH permite identificar a carga viral no bebé a partir de 4-6 semanas após o nascimento, ao contrário dos 18 meses necessários para identificar se a criança está infectada ou não pelos métodos convencionais de serologia.
Entre os dias 27 e 31 de Janeiro, em Benguela, 45 técnicos de sete províncias beneficiaram de uma formação patrocinada pela ABBOTT, cujo principal objectivo foi capa-citar os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e pontos focais provinciais) sobre os protocolos e procedimentos para os exames de carga viral, desde a colheita, transporte das amostras até à utilização dos resultados para tomada de decisão.
Os formandos são provenientes das províncias de Benguela, Bié, Cunene, Cuanza-Sul, Huambo, Huíla e Namibe.
O exame da carga viral do VIH é de grande importância no monitoramento da terapia antirretroviral, para assegurar que há sucesso no tratamento, identificar problemas de adesão do paciente e determinar se os regimes em uso devem ser trocados em caso de falha terapêutica.
O evento foi presenciado pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, governador da província de Benguela, Rui Falcão Pinto de Andrade, e pela sua esposa e Amiga da Causa, Vanda Andrade, Secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, directores e chefes de departamentos dos Gabinetes Provinciais de Saúde de sete províncias da região Centro e Sul do país, pela secretária executiva da Organização das Primeiras Damas Africanas para o Desenvolvimento (OPDAD), Yaa Bosomtwi, representantes da ABBOTT e das Agências dos Sistemas das Nações Unidas.
Em Angola, a Campanha Nascer Livre para Brilhar foi lançada no dia 1 de Dezembro de 2018, na província do Moxico, e é liderada pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço. Esta campanha reforça o compromisso político das Nações Africanas de acabar com a SIDA na infância até 2030 e manter as mães saudáveis.
Neste segundo ano de actividades, a Campanha Nascer Livre Para Brilhar entra agora na fase de promoção dos serviços de saúde, que se pretendem ser adaptados às necessidades que vão sendo identificadas.

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