Sociedade

País quer eliminar substâncias para proteger camada de ozono

Manuela Gomes

Até 2030, Angola pretende eliminar, de forma progressiva, o Cloro, Flúor e Carbono, no sistema de refrigeração, para garantir a protecção da camada do Ozono.

Queimadas têm criado sérios problemas à natureza
Fotografia: Dr

Em alusão ao Dia Mundial da Camada do Ozono, assinalado ontem, o coordenador da Unidade Nacional da Camada do Ozono do Ministério do Ambiente, António Matias, disse à imprensa que, no âmbito do cumprimento das orientações do Protocolo de Montreal, Angola tem, ainda, no ar condicionado substâncias compostas por flúor e carbono.
Ao assegurar que o País implementou o Programa Nacional de Eliminação Progressiva do Cloro, Flúor e Carbono, António Matias frisou que a maior parte das substâncias proibidas pelo protocolo já não se utiliza no país.
Angola é parte signatária do Protocolo de Montreal desde 2000, tendo ratificado a Convenção de Viena, em 1998. Em Janeiro de 2011, o País ratificou as Emendas do Protocolo de Montreal, aprovando, em Abril de 2010, regulamento que estabelece as regras de produção, exportação e importação das substâncias, que empobrecem a Camada de Ozono. Entretanto, o Protocolo de Montreal é um tratado internacional na qual os países signatários comprometem-se a substituir as substâncias que destruam o ozono, concretamente a parte superior da estratosfera.
Neste tratado, assegurou, os países comprometeram-se, em dez anos, eliminar o uso das referidas substâncias nocivas à camada. “A principal meta foi acabar com o uso dos 15 tipos de Cloro, Flúor, Carbono, que eram as fontes de destruição do ozono”, disse.
A indústria utiliza, hoje, butano e o propano, para evitar a destruição do ozono, que tem a propriedade de absorver a radiação ultravioleta . António Matias afirmou que o Protocolo de Montreal, assinado por 197 países, requer mudanças tecnológicas, sem inter-ferir no modelo económico de muitos países.

 

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