Sociedade

Parque de Cangandala com espaço de visita da Palanca Negra Gigante

Mazarino da Cunha| Edições Novembro

O espaço vedado de protecção da Palanca Negra Gigante, no Parque Nacional de Cangandala, na província de Ma-lanje, vai nos próximos meses estar disponível para visita pública, anunciou ontem, em Luanda, o director-geral do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC).

Palanca Negra pode ser visitada em Cangandala, Malanje
Fotografia: DR

Aristófanes Pontes, que falava à imprensa à margem do seminário sobre “O impacto das alterações climáticas nas áreas de conservação de An-gola, realizado pelo Ministério do Ambiente, disse que estão a ser criadas as condições para que o espaço esteja disponível para visita pública.
Sem avançar números sobre a quantidade de Palancas existentes no Parque Na-cional de Cangandala, em Ma-
lanje, o responsável afirmou que a espécie continua a ter uma reprodução estável, que exige o alargamento do actual espaço reservado.
Em relação à caça furtiva, que colocava a espécie em risco, o director-geral do INBAC tranquilizou e garantiu que o fenómeno foi controlado pelas autoridades competentes. “A cada dia que passa, são usados novos mecanismos de controlo e acompanhamento da Palanca Negra Gigante”.
Aristófanes Pontes realçou que a realização do seminário sobre “O impacto das alterações climáticas nas áreas de conservação de Angola”, permitirá aos técnicos do Ministério do Ambiente, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e de outros parceiros analisar e prever problemas que venham acontecer daqui a 50 anos.
Apesar das alterações climáticas que se registam no planeta e da seca que afecta algumas províncias do sul de Angola, referiu o director-geral do INBAC, a biodiversidade nacional é considerada estável, por isso, há toda necessidade de melhorar a acção humana sobre o clima.

Criar condições

A oficial de Biodiversidade do PNUD Vanessa Falkowski disse ser necessário juntar esforços e criar condições jurídicas, materiais, sociais e humanas no sentido de evitar a danificação do ecossistema e, consequentemente, a migração das espécies para outras zonas.
Vanessa Falkowski apelou ao Ministério do Ambiente e à sociedade em geral no sentido de prestarem mais atenção às zonas com maior vulnerabilidade, a fim de não constituir risco e forçar as espécies para outras zonas, muitas das quais fora do território nacional.
Durante o seminário, foram analisados temas como a “Velocidade Climática”, “Cobertura Florestal”, “Áreas de Conservação e Transições do Ecossistema”, “Distribuição das Espécies” e de “Terras Prioritárias”.

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