Sociedade

Passadeiras mentirosas

Luciano Rocha

Os disparates em Luanda tornaram-se corriqueiros, temas de anedotas e galhofa das conversas de fim de tarde, mas os que, a vários níveis, ainda ocupam lugares que não merecem, continuam a inventá-los, como as “passadeiras mentirosas”.

Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

A Rua do 1º Congresso do MPLA e as adjacentes, além de todos os outros disparates usuais em praticamente todas as vias da província de Luanda, independentemente do tamanho, tem uma particularidade, a das passadeiras para peões acabarem a meio da artéria. Já havia uma em frente ao antigo cinema 1º de Maio, à direita de quem desce. Agora, há outra, na faixa contrária. Em suma, ambas servem apenas para enganar o transeunte desprevenido. Que, ao cair no logro, somente lhe restam duas escolhas: volta para trás ou continua. Entre carros em circulação, arriscando-se às consequências.
O que se pergunta é por qual motivo se gastou tinta e tempo a desenhar a segunda meia passadeira em vez de pintar a metade que falta à primeira ou não avivou uma das que mal se descortinam? Há disparates somente possíveis em Luanda. E, pelos vistos, há quem seja pago para os idealizar, executar e esperar por palmas! Se a asneira pagasse imposto, os cofres do Estado estavam a abarrotar.

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