Sociedade

Pessoas endinheiradas estão no tráfico de drogas

Pereira Dinis

A Polícia suspeita que “pessoas endinheiradas” estejam envolvidas no tráfico de drogas no país, revelou, ontem, em Luanda, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior, numa acto de incineração de 856 quilos de cocaína, no aterro sanitário, no Mulenvos de Cima, em Viana.

Drogas destruídas foram apreendidas no Aeroporto Internacional
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

O comissário Waldemar José, quando respondia a uma pergunta sobre se há ou não dirigentes políticos no tráfico de drogas, afirmou não haver e adiantou que existem suspeitas de envolvimento de “pessoas endinheiradas”. 

Na incineração da cocaína, acto presenciado pelo segundo comandante-geral da Polícia Nacional, António Maria Sita, e por membros da Interpol no país, o comissário Waldemar José informou que a droga destruída foi apreendida no Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, em Luanda, em portos e zonas fronteiriças.
O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior acentuou que indivíduos, dos 16 aos 20 anos, são os que mais transportam dorga para o país, principalmente provenientes do Brasil.
“As pessoas para trazerem drogas usam vários modus operand”, frisou o comissário, que assegurou estarem “bem treinados” os especialistas do Serviço de Investigação Criminal (SIC), razão pela qual tem sido detectado cocaína escondida em forros de casacos e em garrafas de champanhe.
O responsável pelo Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior declarou que o combate à droga no país é um “trabalho árduo e que vai continuar a ser realizado todos os dias”.
O Serviço de Investigação Criminal, adiantou o comissário, vai continuar a trabalhar, em colaboração com os órgãos da Polícia Nacional, para impedir a entrada de drogas em Angola, um mal que “destruiu e continua a destruir muitos jovens”.
Para fazer prova de que iria ser incinerado cocaína e não outra coisa, o comissário Waldemar José convidou um dos jornalistas presentes a um tirar um pacote que continha a droga para a testagem, feita por um especialista em criminalística.
O teste provou que se tratava de cocaína, tendo a seguir começado o acto de incineração, durante o qual José Quinjila, da área de incineração do aterro sanitário, disse, não haver dúvidas porque tudo foi destruído, uma vez que a destruição foi feita a uma temperatura de 1200 graus.

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