Sociedade

Petrolíferas já podem formar técnicos no país

As empresas petrolíferas que actuam no mercado nacional já podem promover no país acções de formação contínua para os trabalhadores sem precisar de os enviar para o exterior, uma estratégia que vai reduzir em 70 por cento os custos com a formação.

Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

A garantia saiu ontem de uma reunião entre o Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC) e a empresa Atis Nebest Angola, que representa no país a marca "Emerson", tendo as duas instituições estabelecido um acordo de parceria.
O ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Jesus Maiato, esteve presente na reunião, na qual declarou que a marca “Emerson” é uma das mais conceituadas e utilizadas pelas empresas petrolíferas que operam no mercado nacional, razão pela qual a Atis Nebest An-gola é a empresa ideal para estabelecer parceria com o CINFOTEC, por dispor de infra-estruturas capazes de formar quadros da indústria petrolífera.
Ainda ontem, um seminário sobre tecnologias de medição e controlo dos processos em instalações petrolíferas foi realizado no CIN-
FOTEC, onde foram mencionadas as vantagens da parceria, cujo objectivo é trazer para o país tecnologias inovadoras de última geração da Emerson e a promoção do CINFOTEC como centro de excelência em Angola.
O ministro Jesus Maiato declarou que a parceria é um passo importante para a formação tecnológica no sector petrolífero, um facto que vai fazer com que as  empresas do ramo deixem de recorrer ao estrangeiro para a formação dos seus trabalhadores.
A parceria, de acordo com o ministro, vai corrigir duas situações negativas, sendo a primeira os elevados custos com o envio de quadros para o estrangeiro e a segunda o número reduzido de quadros formados fora do país.
O Centro Integrado de Formação Tecnológica tem capacidade instalada e apenas precisa de “parcerias consistentes e fortes”, a fim de permitir que, gradualmente, o processo de formação no sector petrolífero e industrial passe a ser feito em Angola, declarou o ministro Jesus Maiato, que disse esperar que Angola comece a fazer, nos próximos anos, manutenção aos equipamentos de ponta.
O ministro fundamentou o desejo que manifestou ao dar um exemplo de que, hoje em dia, para apertar uma válvula, a máquina é enviada para fora do país. Por esta razão, adiantou o ministro, "precisamos de trazer competências e capacidades para formar os nossos quadros, para estabelecermos um equilíbrio entre a mão-de-obra nacional e estrangeira”.
No âmbito da parceria, foram criadas condições técnicas na escola do CINFOTEC situada no distrito urbano do Rangel para os cursos que estão na origem do envio de quadros para o exterior passarem a ser ministrados em Angola. No rol de cursos estão os de cordistas, de automação, instrumentação e manutenção preditiva, normalmente feitos na África do Sul. Os cursos vão ter duração de duas semanas.

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