Sociedade

Polícia quer efectivos com sentido de responsabilidade

Manuela Gomes

O segundo comandante Geral da Polícia Nacional recomendou ontem, em Luanda, a cada um dos efectivos da corporação a assumirem um sentido de responsabilidade e respeito pela execução da instrução operativa e patriótica.

António Maria Sita considerou a responsabilização uma tarefa de todos os efectivos
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O comissário chefe António Maria Sita, que falava no acto de abertura do II período de conferência de Instrução Operativa e Patriótica da Polícia Nacional, considerou a responsabilização uma tarefa de todos os efectivos, no sentido de poder ensinar, aprender e educar.
Para o comissário, a acção formativa vai permitir aprimorar, desenvolver e partilhar conhecimentos académicos científicos, técnico-profissionais e experiência laboral, assim como contribuir para a melhoria do serviço policial prestado à sociedade.
António Maria Sita reconheceu que os efectivos presentes na acção formativa constituem a classe de elite da corporação militar, referindo que, com base nisso, não poderiam estar isentos do processo de formação contínua, instituída pela directiva de Instrução Operativa e Patriótica 2019.
O segundo período do Ano de Instrução Operativa e Patriótica da Polícia Nacional constitui um dos principais desafios que a direcção do Comando Geral assumiu desenvolver durante o seu mandato. Surge para colmatar algumas preocupações vividas em relação à actuação dos efectivos a todos os níveis.
Segundo António Maria Sita, nas províncias do Huambo, Bié, Uíge e Bengo, a situação da instrução operativa e patriótica permitiu a melhoria e dinamização do processo.
“Reconhecemos que há falhas cometidas pelos instrutores, mas sabiamente os órgãos têm ultrapassado os obstáculos e melhorar o processo instrutivo, seguindo as indicações da coordenação da Instrução Operativa e Patriótica”, disse
O segundo comandante Geral da Polícia reconheceu, por outro lado, que há um longo caminho a percorrer, mas sublinhou que, com a atenção e apoio de todos, a corporação estará mais capacitada e melhor preparada para a interacção e a resolução dos problemas dos cidadãos.
Para se atingir os objectivos que se pretende, o comissário chefe orientou os comandantes, directores e chefes dos distintos níveis a cumprirem com os programas gizados para a instrução operativa e patriótica dos respectivos órgãos.
Durante o acto, foi ministrada uma palestra sobre “A Polícia e o estado de direito democrático no contexto angolano", apresentado pelo comissário Burity da Silva. Na sua intervenção, disse que o poder policial é a verdadeira razão de ser e de que dispõe a Polícia. “É um poder conferido pelo Estado na defesa dos interesses das coisas públicas."
Burity da Silva referiu-se às tarefas primordiais da Polícia, como a protecção e garantia do direito e liberdade fundamental dos cidadãos.
Por outro lado, mencionou alguns instrumentos jurídicos que regem a Polícia Nacional, como a Lei de Bases da Polícia Nacional, um elemento reitor da corporação. Acrescentou que o instrumento visa melhorar, organizar e legitimar a actuação da PN, estabelecer a base geral e os princípios reitores da PN, que aguarda pela sua aprovação na Assembleia Nacional.
O programa do ano de Instrução Operativa e Patriótica teve início em Abril último e termina no final do ano. O projecto contempla sessões formativas a nível nacional, que visam dotar os efectivos de conhecimentos sobre as melhores formas de actuação policial, gestão da actividade policial e no comando da actividade operacional.

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