Sociedade

Polícia vai desenvolver acções operacionais de grande vulto

Kilssia Ferreira

A Polícia Nacional vai desenvolver acções operacionais de grande dimensão a partir de Outubro, com a colaboração das administrações municipais e distritais e de associações cívicas, informou, ontem, em Luanda, o comandante-geral Paulo de Almeida.

Pormenor da cerimónia de abertura da conferência nacional
Fotografia: Vigas da Purificação| Edições Novembro

O comissário-geral, que falava no acto de abertura da primeira conferência nacional de formação de mulheres polícias, no campo multiusos da Cidade do Kilamba, não especificou como vai ser a colaboração de que falou, tendo apenas acentuado que a corporação precisa da colaboração de “cidadãos patrióticos”.
Paulo de Almeida esclareceu que as acções operacionais têm como objectivo sensibilizar e resgatar a autoridade do Estado e reafirmou estar a corporação preocupada com o aumento do número de crimes, sobretudo, a vandalização de bens públicos em todo o país.
O comandante-geral garantiu que a Polícia Nacional vai continuar a dar respostas à altura com o apoio de outras instituições.
Na sua opinião, a destruição de bens públicos é um crime com pendor político, porque os seus autores estão a inviabilizar o progresso  e o crescimento de Angola.
O comandante-geral garantiu que “os autores de actos de vandalismo que pretendem parar ou prejudicar o progresso do país não vão conseguir” e que a Polícia Nacional vai continuar a cumprir o seu dever e missão.
A primeira conferência  de formação de mulheres polícias, que reuniu ontem 1.280 mulheres provenientes das 18 províncias do país, termina na manhã de hoje, no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo Serra Van-Dúnem”.  
 Paulo de Almeida revelou que,  actualmente,  a Polícia Nacional tem cerca de 14 mil mulheres, representando 11 por cento do total dos efectivos da corporação, sendo uma percentagem ainda muito longe da desejável, no âmbito da igualdade de género.
Paulo de Almeida reiterou o compromisso  de trabalhar pela promoção efectiva da igualdade de género na Polícia Nacional, dando às mulheres as mesmas oportunidades na progressão da carreira policial.
“Já é altura de termos mais mulheres em cargos de comando e direcção de chefia, em funções administrativas e operacionais”, defendeu o comissário-geral Paulo de Almeida.
A cerimónia de abertura da conferência foi presenciada pelo governador da província de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho.

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