Sociedade

Pontos gratuitos de Internet paralisados há dois meses

Os 40 pontos de acesso gratuito à Internet da província de Luanda encontram-se paralisados há dois meses para reestruturação das antenas e melhoria dos serviços, maior largura e abrangência de banda.

Estudantes são os principais usuários dos pontos
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

O director do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação (INFOSI), Miguel Cazevo, disse à Angop que os trabalhos terminam este mês para dar maior alcance de acesso aos utilizadores.
“Neste momento estamos com a substituição das antenas na ordem dos 88 por cento, vamos activar todos os serviços ainda este mês de Setembro”, salientou, para explicar que a reestruturação consiste na troca de equipamentos e actualização dos serviços.
Na nova fase, os serviços de Internet deixam de ser captados pelo INFOSI e passam a beneficiar de infra-estruturas da Angola Telecom, o que elevará a qualidade do uso.
“Com a actualização que está a ser feita, vamos trazer a Luanda o mesmo serviço que possuem as províncias de Benguela, Huambo, Uíge e Malanje que capta o sinal da internet de infra-estruturas da Angola Telecom”, frisou.
A mudança permite à Angola Telecom reduzir os custos com equipamentos. As províncias de Angola beneficiam de Internet por fibra óptica da Angola Telecom, excepto Cabinda, devido à descontinuidade do continente, onde é feita por rádio e a navegação é razoável.
Para Luanda, há possibilidade de se aplicarem  pontos de acesso nas escolas, conforme modelo em vigor nas restantes províncias do país. “Hoje constatamos que quando os pontos são postos nas escolas, há mais sustentabilidade no uso e disponibilização de pontos de acesso.
Utilizadores defenderam, em declarações à Angop, o aumento do tempo de navegação por aparelho de 30 para 60 minutos ou mais, para prolongar as oportunidades de pesquisa.
Para o estudante Manuel Fernandes, residente em Viana, o limite do tempo tem inviabilizado pesquisas prolongadas, o que piora quando há quebra de sinal, já que põe de fora quem estava.
Afirmou que associado aos pontos públicos deve-se instalar em restaurantes, supermercados, hotéis, clínicas e outros sítios para beneficiar os seus clientes, o que desafogaria os locais gratuitos.
Glória da Fonseca, outra estudante, disse que os pontos ajudam na pesquisa escolar e, por estar perto da instituição, rentabiliza o tempo do estudante, mas também é de opinião que se devia aumentar as horas de navegação por aparelho.
O estudante Lemos de Almeida, do município de Cacuaco, também discorda da limitação de 60 utilizadores em simultâneo por cada duas horas, num dia. O ideal, no seu entender, seriam 150 pessoas por cada duas horas, porque são muitos estudantes e por vezes com muito para investigar.
“Temos mais de mil alunos e imaginem só terem acesso 60 alunos por cada duas horas”, disse. José Muhongo, do Distrito Urbano da Samba, disse que os pontos de Internet têm sido de grande utilidade para os estudantes do município, por ajudarem nas pesquisas escolares e no contacto com amigos que residem dentro e fora do país. “Faço várias pesquisas principalmente em bibliotecas on-line para baixar livros grátis e materiais que dificilmente aqui aparecem. Normalmente, fico 30 minutos e acho que o tempo dado para cada pessoa é pouco, sobretudo para nós estudantes”, frisou.

Cobertura em Luanda

Em Luanda, o Cazenga é o município com mais pontos, com 25 inaugurados, no âmbito do projecto Angola Online do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação. O INFOSI prevê até ao final do ano, aumentar para mais de 160 mil o acesso de pessoas de zonas carentes de Internet.


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