Sociedade

Português morto durante assalto

César Esteves

Um cidadão português foi assassinado, quarta-feira à noite, durante um assalto a um armazém de frescos, no Quilómetro 30, município de Viana, confirmou, ontem, ao Jornal de Angola  o  porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional.     

Um pormenor de Viana onde foi morto um cidadão português
Fotografia: Eduardo Pedro| Edições Novembro

Parco em palavras, o inspector-chefe Mateus Rodrigues, depois de ter confirmado a morte do português, de 65 anos e cujo corpo foi encontrado num estabelecimento comercial, disse que o caso está a ser investigado pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).
A delegação da Lusa, agência de notícias portuguesa, em Luanda, informou, num despacho divulgado quinta-feira, que a vítima, identificada como Nelson Siva, foi asfixiada até à morte no interior de um armazém de frescos que pertencia a um familiar. A vítima terá chegado a Angola há uma semana, para renovar o cartão de residente. O assalto terá sido levado a cabo por 15 homens armados. Por ter oferecido resistência, o português foi “amarrado e depois espancado”, acabando por ser asfixiado até à morte.
Ultimamente, a Polícia Nacional tem recebido duras críticas da sociedade, sobretudo nas  redes sociais, em decorrência do facto de o sentimento de segurança estar a diminuir em vários bairros de Luanda, uma província que regista um grande crescimento demográfico, que trouxe consigo vários problemas sociais, um dos quais o aumento da criminalidade urbana.
Devido ao surgimento de vários bairros periféricos em Luanda, a Polícia, por registar ainda um défice de pessoal e de estruturas físicas, tem encontrado grandes dificuldades em desenvolver um trabalho eficaz de manutenção da tranquilidade pública.
Embora seja uma realidade a preocupação da população com o estado da segurança pública, o  Comando Provincial de Luanda tem reiterado que a criminalidade na capital angolana está controlada.

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