Sociedade

Queimadas no país crescem de três para 900 mil casos

Manuela Gomes

Um total de 972.730 queimadas foi registado no país, durante o primeiro semestre do ano em curso, resultando na morte de três pessoas e destruição de 45 residências, revelou, hoje em Luanda, uma fonte do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros .

As províncias do sul e leste do país são as que registam maior número de queimadas
Fotografia: Dombele Bernardo| Edições Novembro

No encontro metodológico de prevenção, o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Sebastião, disse que as queimadas representam, nos últimos tempos, uma grande preocupação por estas afigurarem um aumento de mais 362.998 casos em relação a igual período do ano de 2018.

De acordo com Faustino Sebastião, as províncias do sul e leste do país são as que registam maior número de queimadas, enquanto, na região norte, as províncias do Uíge e Malanje destacam-se entre as demais.

Entre as queimadas, inclui-se os fogos considerados incêndios florestais, onde várias culturas ficaram dilaceradas, afectando a fauna e a flora, disse o porta-voz do SPCB, realçando que os incêndios urbanos também continuam em alta com o registo de vítimas mortais e ferimentos graves.

“Com este número, não podemos afirmar categoricamente que, a nível de África, Angola seja um dos países com maior número de incêndios florestais, pois aquilo que frequentemente temos são as chamadas queimadas florestais, apesar de os números serem assustadores”, sublinhou.

Faustino Sebastião disse que é por estas e outras razões que o SPCB vai trabalhar na vertente de mobilização e sensibilização dos cidadãos, principalmente daqueles que vivem em zonas rurais, onde é registado o maior número de queimadas.

O encontro metodológico de prevenção tem como objectivo principal uniformizar os métodos de intervenção dos especialistas, em termos de acções inspectivas, mobilização e sensibilização dos cidadãos.

Os aspectos profiláticos aparecem em primeiro lugar em actividades da corporação, “pois quando o sistema de prevenção é feito de maneira eficaz, o impacto resultante das acções das adversidades é diminuto.”

O comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Bênção Mateus, disse que a corporação está atenta à necessidade de reestruturação da prevenção, adequando-a às necessidades da descentralização administrativa em curso no país.

O modelo a ser ensaiado em Luanda vai permitir a criação do corpo de inspectores, que poderão assumir a missão de fiscalizar o cumprimento das medidas de segurança contra os incêndios nos municípios.

Bênção Mateus solicitou aos participantes do encontro metodológico um maior engajamento para permitir a tomada de soluções para a redução dos incêndios.

 

 

 

 

 

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