Sociedade

Raparigas de hoje têm mais benefícios

A directora executiva do Fundo das Nações Unidas para a População, Natalia Kanem, declarou, numa mensagem a propósito do Dia Internacional da Rapariga, assinalado ontem, que “as raparigas hoje desfrutam de melhores perspectivas de vida do que as das gerações anteriores.”

Apesar das dificuldades as moças podem alimentar sonhos
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

Isso porque, argumentou, “a prosperidade e a nutrição têm melhorado, o casamento infantil e a gravidez na adolescência estão em declínio e o nível de escolaridade das mulheres e a participação na força de trabalho estão em crescimento.” Mas esses avanços, reconheceu, estão longe de ser universais e são cada vez mais ténues em muitas partes do mundo. “Os mais pobres - particularmente as raparigas - são muitas vezes deixadas para trás e os seus direitos são prejudicados. Elas recebem menos educação, têm menos oportunidades e são mais propensas a assumir empregos que pagam menos e envolvem mais riscos do que as raparigas economicamente melhor posicionadas.”
Além das forças sociais contra elas, as raparigas continuam a enfrentar altos níveis de violência baseada no género, gravidez indesejada e partos inseguros. Uma em cada quatro raparigas será casada antes dos 18 anos, e uma em cada cinco adolescentes de 15 a 19 anos vai dar à luz. “As desigualdades de género enraizadas, desastres e conflitos podem tornar pior a situação das raparigas. Elas e suas famílias lutam para sobreviver, ficam com poucas escolhas e mais vulneráveis ao casamento infantil, violência sexual e de género, incluindo tráfico, estupro e escravidão sexual. Elas enfrentam a cruel realidade dos riscos aumentados para a saúde sexual e reprodutiva e a diminuição do acesso a cuidados de saúde críticos”, escreveu a directora executiva Natalia Kanem.

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