Sociedade

Rápida mudança climática exige uma resposta global

A Organização Mundial de Meteorologia (OMM), lançou ontem a campanha Previsão do Ano Polar para melhorar as previsões das condições do tempo, clima e gelo no Árctico e na Antártica.


A iniciativa, que vai durar dois anos, envolve também o instituto alemão Alfred Wegener e outros parceiros mundiais.
O objectivo é minimizar os riscos ambientais e aumentar as oportunidades associadas à rápida mudança do clima nas regiões polares. Além disso, a Organização Mundial de Meteorologia quer acabar com as lacunas nas capacidades de previsões nos pólos.

Gestão segura

Para a ONU, essa mudança climática exige uma resposta global. Durante os próximos dois anos, uma grande rede de cientistas e centros de previsões vão realizar uma ação de observação intensiva e catalogar as actividades no Árctico e na Antártica.
Como resultado dessa iniciativa, melhores previsões do tempo e das condições das geleiras vão reduzir riscos futuros e garantir a gestão segura das regiões polares.
O representante do instituto alemão, Thomas Jung, disse que “os efeitos do aquecimento global devido às emissões dos gases que causam o efeito de estufa são sentidos com mais intensidade nas áreas polares do que em qualquer outro lugar do planeta.
Thomas Jungo explicou que os pólos estão a aquecer duas vezes mais rápido do que o resto do mundo, causando o derretimento de geleiras, reduzindo as áreas congeladas do mar e as regiões cobertas de neve, o que constitui uma grande preocupação para a Humanidade.
O chefe da Organização Mundial de Meteorologia, Petteri Taalas, afirmou que as massas de ar quente do Árctico e a redução das áreas de mar congeladas afetam a circulação nos oceanos e as correntes de ar.Taalas disse ainda que elas estão provavelmente ligadas a fenómenos climáticos extremos como frentes frias, ondas de calor e secas no Hemisfério Norte.
O aquecimento global é  um fenómeno que  preocupa os líderes mundias.  Cientistas  consideram  que esta situação só  pode ser controlada com a redução dos gases de efeito de estufa, que deve ser   um desafio global.

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