Sociedade

Realidade da enfermidade em Angola é assustadora

Kátia Ramos|

60 pacientes são atendidos diariamente no Instituto Nacional de Oncologia, para o rastreio do cancro da mama e geralmente detectam-se entre dois a três casos positivos, revelou ontem, em Luanda, o médico psicologista da instituição.

Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Adão Casimiro, que falava numa palestra dirigida a vendedoras de peixe e refeições na zona da Praia Amélia, Distrito Urbano da Samba, em Luanda, por ocasião da celebração do “Outubro Rosa”, visando o combate ao cancro da mama, disse que a realidade da doença em Angola é assustadora, a julgar pelo aumento do número de casos.
Segundo o médico, em 2017, foram diagnosticados em todo o país cerca de 315 mil casos, 2018 foram atendidas 270 mil pacientes com cancro da mama.
“Os diagnósticos precoces do cancro da mama aumentam a possibilidade de um tratamento não agressivo e de cura da doença, evitando assim, que o cancro se espalhe para outras partes do corpo”, exortou o especialista.
Sublinhou ainda que o aumento dos casos deve-se à ausência de conhecimento, à hereditariedade do grau primário, má alimentação, tabagismo, alcoolismo e questões culturais.
Segundo ele, pode se prevenir o cancro, evitando o sedentarismo, o excesso de álcool e tabaco no organismo, assim como ter uma boa alimentação. A informação é imprescindível para que o cidadão conheça o auto- exame que é fácil e prático.
Falou também do défice de especialistas para cobrir os municípios e as províncias do país, pois conforme disse, os poucos que existem estão concentrados no Instituto Nacional de Oncologia, em Luanda.
Mais de 500 mil pessoas morrem anualmente, em todo o mundo, devido ao cancro da mama, numa altura em que são notificados um milhão e 300 mil pessoas que padecem da doença, revelou na ocasião o médico psicologista do Instituto Nacional de Oncologia.
O acto foi realizado no âmbito da responsabilidade social da construtora “Carmon Reestrutura”. Patrick Munzila, médico ocupacional da referida empresa, disse haver necessidade de mais sensibilização e incentivo a toda sociedade, com palestras, reuniões e feiras para prevenir e diagnosticar novos casos para serem tratados com antecedência.

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