Sociedade

Reguladores incentivam combate à desinformação

Com a aprovação da “Declaração de Lisboa” encerrou ontem, nesta cidade, o VIII Encontro das Plataformas Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa (PER) no qual, durante três dias, foram discutidos temas que se prendem com a necessidade de uma maior articulação no “combate à desinformação”.

Fotografia: DR

No encontro, segundo a “Declaração de Lisboa”, os responsáveis das autoridades reguladoras de Comunicação Social dos países de expressão portuguesa afinaram estratégias que se prendem com o combate à desinformação e fake news.
Defenderam a salvaguarda do “princípio fundamental e basilar das sociedades democráticas, materializado no conceito de liberdade de expressão e opinião”.
Os signatários da “Declaração de Lisboa” reconheceram a “necessidade de trabalhar junto das plataformas de partilha de vídeos e das redes sociais para promover a transparência quanto ao fundamento dos algoritmos e sistemas de hierarquização da informação na pesquisa de notícias". Pretende-se com isso, "dar respostas conjuntas que credibilizem os próprios operadores privados e que simultaneamente garantam aos públicos o direito à informação”.
Os participantes defenderam ainda a necessidade de ser salvaguardada a independência financeira dos media e de proporcionar formação aos jornalistas de modo a realizarem o trabalho com rigor, independência e isenção. Reiteraram o dever de “incentivar a educação dos públicos por forma a capacitá-los para uma avaliação crítica da informação disponível e a uma correcta identificação e consequente rejeição de conteúdos falsos”.
Considerando que “a vitalidade de uma democracia está directamente ligada à independência e ao pluralismo dos órgãos de comunicação social”, os reguladores reiteraram o compromisso em “desenvolver mecanismos e cooperação entre os membros da PER por forma a concretizar iniciativas de auto e co-regulação, visando a elaboração de códigos de conduta ou guias de boas práticas conformados com os princípios e regras deontológicas profissionais”.
Uma outra componente considerada fundamental para um bom combate à desinformação e que ficou expressa na “Declaração de Lisboa”, é a que se relaciona com o reforço do papel da educação junto dos públicos mais sensíveis. O documento sublinha que isto garantiria uma “posição mais afirmativa na análise dos conteúdos informativos".
Os reguladores frisaram ainda a importância do reforço das relações multilaterais para optimizar as respostas conjuntas às questões identificadas.
O encontro serviu, também, para Angola entregar a Portugal a presidência da identidade reguladora da comunicação social dos países lusófonos.

 

Tempo

Multimédia