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Relatórios sobre alterações climáticas são apresentados

Manuela Gomes

Os recentes relatórios do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) são apresentados hoje e amanhã, às 10h00, em Luanda, pelo Gabinete pelo Ministério do Ambiente.

A seca é um fenómeno que tem atingido vários países da região Austral de
Fotografia: DR

Os recentes relatórios do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) são apresentados hoje e amanhã, às 10h00, em Luanda, pelo Gabinete pelo Ministério do Ambiente.
O evento, uma realização do secretariado do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, vai dar lugar a uma reunião da Comissão Nacional de Alterações Climáticas e Biodiversidade e ao encontro com a comunidade académica e a sociedade civil, no qual é feita a apresentação do Relatório Especial sobre o aquecimento global de 1.5 graus Celsius.
No certame estão presentes os vice-presidentes do IPCC, organismo das Nações Unidas, Yoba Sakonda e Thelma Krug.
O programa da delegação do IPCC inclui uma reunião da Comissão Nacional de Alterações Climáticas e Biodiversidade, um "briefing" aos deputados da Assembleia Nacional, além da interacção com a comunidade académica e a sociedade civil.
O encontro com a comunidade académica e a sociedade civil tem lugar na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas, no dia 24, com início previsto para as 15h00.
O Ministério do Ambiente realça que as alterações climáticas apresentam-se como um dos maiores desafios que enfrenta a humanidade. A natureza transfronteiriça das suas causas e transversal dos seus efeitos têm determinado a sua proeminência na agenda global, pois representam um desafio ao desenvolvimento.
Dados apontam que Angola é vulne-rável aos efeitos nefastos das alterações climáticas, inundações, cheias, secas, erosão dos solos e o aumento do nível das águas do mar como os principais efeitos das alterações climáticas.
A par destes, as alterações climáticas têm o potencial de afectar os sectores da Saúde, Agricultura, Obras Públicas e a segurança alimentar, e energética. Neste contexto a integração da componente clima na concepção de estratégias, programas e projectos dos sectores são passíveis de serem afectados pelos efeitos nefastos das alterações climáticas ou de contribuírem para as suas causas.
Informações apontam que a comunidade internacional tem se engajado na busca de consensos sobre políticas e medidas de resposta às causas e adaptação aos efeitos nefastos deste fenómeno.
Tal processo passou pela necessidade de identificar as causas e impactos das alterações climáticas, tendo, para o efeito, sido criado o Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) em 1988. Este órgão procede a revisão de estudos científicos sobre as causas e efeitos das alterações climáticas.
A Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), na sua Vigésima Primeira Sessão (COP-21) solicitou explicitamente ao IPCC a elaborar um Relatório Especial em 2018 sobre os impactos do aquecimento global de 1.5º graus Celsius dos níveis pré-industriais e das vias globais relacionadas às emissões de gases de efeito de estufa.
É nesta conformidade que em Setembro de 2018, o IPCC publicou o consenso científico relativamente à contribuição antropogénica para as causas das alterações climáticas e, em Novembro do mesmo ano, apresentou as consequências do aquecimento global a 1.5 graus Celsius até ao final do século XXI.

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