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Requalificação da Muxima pode potenciar o turismo

Helma Reis/Pereira Dinis

Uma requalificação da Vila da Muxima, sede do município da Quiçama, em Luanda, onde se realiza anualmente a peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, vai potenciar o turismo na região, afirmou, hoje, o padre Queiroz Figueira.

Requalificação da Muxima pode potenciar Turismo
Fotografia: DR

O porta-voz da Diocese de Viana, Queirós Figueira, acentuou que, se for requalificada, a vila da Muxima vai dispor de mais condições de acomodação de visitantes.
“Há sinais de que a área tem potencial turístico”, afirmou o padre Queirós Figueira, lembrando que a sede do município da Quiçama recebe, diariamente, centenas de fiéis e, entre Agosto e Setembro, alberga a anual peregrinação ao Santuário da Mamã Muxima, nome por que também é conhecida, em Angola, Nossa Senhora da Conceição.
O porta-voz da Diocese de Viana disse acreditar que, na sequência de uma requalificação, a vila da Muxima pode vir a integrar o roteiro do turismo religioso mundial. O religioso disse que a presença na Muxima de fiéis que vêm de alguns países é um sinal de uma maior presença estrangeira no futuro, desde que sejam criadas condições para alavancar o turismo na região.
A uma pergunta se a Igreja Católica intercede junto do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) para a facilitação de vistos de entrada para peregrinos estrangeiros, o porta-voz da Diocese de Viana respondeu que, “em nenhum momento, nós, enquanto igreja, fomos intermediários”.
Queirós Figueira acrescentou que os peregrinos estrangeiros entram em Angola de forma individual, alguns até com apoio de familiares residentes em Angola, ou através de congregações religiosas.
Em Janeiro do ano passado, o Executivo lançou, através do Gabinete de Obras Especiais (GOE), os concursos públicos de requalificação da vila e do Santuário da Muxima, o maior centro mariano da África subsaariana, prevendo-se a construção de uma basílica para 4.600 fiéis.
O templo actual tem apenas capacidade para 600 pessoas sentadas, insuficiente, por exemplo, para a peregrinação anual que leva à vila, junto ao rio Kwanza, mais de um milhão de fiéis.

 

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