Sociedade

Sambizanga abraça iniciativa para mudar imagem do distrito

Carla Bumba

Representantes do corpo diplomático, igrejas, empresários, músicos e membros de várias associações comunitárias residentes no Distrito Urbano do Sambizanga, em Luanda, participaram, ontem, numa campanha de limpeza e embelezamento das ruas da urbe, abraçando a iniciativa para saudar o Dia Mundial da Limpeza, com vista a dar uma nova imagem à circunscrição.

Munícipes residentes no Sambizanga limparam, ontem, várias ruas da circunscrição
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

Numa iniciativa da Associação Animar e Administração do Distrito, os moradores, entre jovens, mulheres e adolescentes, munidos de vassouras, pás, enxadas e outros utensílios, varreram e podaram árvores nas principais ruas do Sambizanga e bairros adjacentes, na presença de responsáveis do poder local, membros da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda e do Ministério do Ambiente. 

Em declarações ao Jornal de Angola, a presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, Antónia Nelumba, fez saber que a campanha de limpeza abrangeu todos os municípios da capital e teve como objectivo sensibilizar a população para trabalharem com as autoridades. “Queremos alertar os cidadãos sobre a necessidade de conservação e preservação do ambiente e a necessidade de manter o município de Luanda limpo”, sublinhou a responsável.
Antónia Nelumba disse que a cidade de Luanda alberga muita gente e a pressão diária de lixo é muito elevada e não há meios suficientes para se conseguir recolher as quantidades de resíduos sólidos produzidos.
“É necessário institucionalizarmos as indústrias de tratamento de lixo, sobretudo aquelas que vão valorizar os resíduos sólidos, dando um tratamento adequado”, disse Antónia Nelumba.
O administrador do Distrito Urbano do Sambizanga, Tomás Bica, disse que as autoridades locais vão continuar a sensibilizar e a consciencializar os cidadãos residentes no Sambizanga, com vista a tornar o distrito como o mais limpo a nível da cidade de Luanda.
Tomás Bica louvou o envolvimento das operadoras de limpeza, das igrejas Católica e Mundial, a grande aderência dos munícipes, representantes do corpo diplomático, empresários, músicos e associações comunitárias que participaram na campanha de limpeza realizada ontem naquela circunscrição.
O director nacional do Ambiente, Nascimento Soares, que também esteve presente no acto que marcou o Dia Mundial da Limpeza, realçou que o saneamento ambiental requer muito trabalho e que está a ser gizado algumas estratégias para a implementação do Programa do Executivo, relacionado com a melhoria gradual do saneamento básico e ambiental.
Nascimento António referiu que para se ter saneamento básico adequado, precisa-se ter infra-estruturas adequadas, condições materiais que possam funcionar, sem constrangimentos, como são os casos das valas de drenagem, que precisam ser desassoreadas, por causa da quantidade de matérias orgânicas e inorgânicas que vão lá parar, sem o mínimo tratamento.
“Estamos a fazer um trabalho concreto no sentido de responder as preocupações da população que, acima de tudo a educação da população é uma das grandes preocupações do Executivo”.
Em alusão ao Dia Mundial da Limpeza, há a necessidade de efectuar uma mobilização social da população, para que efectivamente ela responda a esse grande desafio, porque “se a população estiver educada e consciente, dificilmente poderá colocar o lixo num sítio impróprio”.
Concretamente em Luanda, há a necessidade de se construir algumas estações de tratamento de águas residuais, para uma melhor gestão desses resíduos sem o mínimo de contaminação.
Pedro Domingos, morador do Bairro Operário, há mais de 20 anos, é de opinião que devia haver maior divulgação dessa campanha, para que nas próximas vezes haja uma participação mais activa dos munícipes nas campanhas de limpeza e embelezamento da zona.

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