Sociedade

Saúde anuncia concurso público para enquadrar novos médicos

César André

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, anunciou ontem, em Luanda, que o sector que dirige vai abrir, excepcionalmente, na próxima se-mana, inscrições para um concurso público para profissionais de saúde e  médicos que vieram formados de outras latitudes.

Ministra da Saúde durante a conferência de imprensa em Luanda
Fotografia: Domingos Cadência|Edições Novembro

Silvia Lutucuta, que falava  em conferência de imprensa depois de uma reunião com os governadores provinciais, apelou aos profissionais da carreira médica desempregados para concorrerem.
“Sabemos que vieram muitos médicos de Cuba, Rússia, Marrocos  e de outros países e temos tentado perceber por que razão não concorreram ainda, onde é que está  o problema para não terem aderido  ao concurso  público”, disse a ministra.
 Segundo apurou o Jornal de Angola, muitos desses médicos desempregados querem ser admitidos de forma directa, sem concurso público, alegando terem sido bem formados em universidades cuja competência pode ser comprovada pelas autoridades nacionais.  
Sílvia Lutucuta apelou aos governos provinciais para ajudarem o sector a sensibilizar esses profissionais de saúde a aderirem ao concurso público, sublinhando que o Ministério já teve encontros separados com a Ordem dos Médicos e com o Sindicato do ramo no sentido de convencer os médicos desempregados a concorrerem.
Disse também que um dos assuntos que preocupa o Ministério  é o facto dos dados obtidos antes da realização do concurso indicarem cerca de três mil médicos no desemprego  e 1.500 vagas não terem sido preenchidas. “O que notamos  até aqui é que apenas temos 3.300 médicos inscritos e com condições para passar para a próxima fase do concurso  e este encontro com os governadores  serviu para  ajudar a sensibilizar  os profissionais de saúde a concorrerem”, reafirmou a ministra .
Segundo a ministra, o sector notou, por outro lado, que  uma boa parte dos médicos está inscrita na província de Luanda quando há outras províncias que ainda têm vagas  que precisam de ser preenchidas.
Sílvia Lutucuta apelou também àqueles candidatos que fizeram as inscrições apenas em Luanda para o fazerem durante a próxima semana noutras províncias.
Disse ainda  que se isso não acontecer será um transtorno para o candidato,  porque a entrada  ou acesso à ocupação da vaga é por  números clausus, é de quem tem  a nota  mais alta para a nota mais baixa. A ministra alertou que em Luanda o processo vai ser muito  competitivo e não haverá  vagas para todos.
Silvia Lutucuta revelou que o sector vai colocar os médicos de acordo com as  necessidades e a disponibilidade financeira do país. “Fizemos um  trabalho  profundo com os gabinetes provinciais de saúde e também com a Direcção  dos Recursos Humanos e Ordem dos Médicos para fazerem essa distribuição com base no nú-
mero de quadros existentes  na província, o perfil epidemiológico, o número de unidades sanitárias e também com base na densidade populacional”, precisou.
Neste estudo, o sector  priorizou as províncias que têm Faculdades de Medicina, tendo em vista a necessidade de formação especializada de médicos.
Durante o encontro com os governadores,  Sílvia Lutucuta disse terem também  abordado questões  relacionadas com a logística dos medicamentos. “ Apelamos para a necessidade dos  fármacos disponíveis serem usados  pelas nossas unidades em beneficio dos pacientes”, disse. O Ministério da Saúde terá na próxima  sexta-feira uma reunião com os responsáveis provinciais dos depósitos de medicamentos.

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