Sociedade

Comércio de tubarão mako em vidas de regulamentação

Cerca de uma centena de países votou hoje, na conferência da CITES- Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção, a favor da regulamentação do comércio internacional de tubarões mako, muito procurado pela carne e barbatanas.

Fotografia: DR

O tubarão mako, ou anequim, vive no Atlântico, Mediterrâneo, Pacífico Norte e Índico, e está a ser alvo de grande pressão por parte de poderosas frotas pesqueiras.  Praticamente  já desapareceu do Mediterrâneo e a sua população diminuiu fortemente noutros locais.
A conferência da CITES junta cerca de 180 países em Genebra desde o dia 17 e termina no dia 28.O México apresentou uma proposta para incluir a espécie de tubarão no Anexo II da conferência da CITES, que estabelece as regras para o comércio internacional de mais de 25.000 espécies da fauna e flora selvagens.
A proposta levou a um debate intenso e acabou por ser aprovada, por voto secreto, com 102 votos a favor e 40 contra. "A pesca é a principal ameaça para esses tubarões", salientou o delegado da União Europeia, que apoiou a medida, acrescentando que "são necessárias medidas de gestão muito mais fortes" do que tentativas nacionais para reduzir a pesca.
Os países que se opõem à inclusão na listagem, como o Japão ou a China, argumentaram que os dados científicos são insuficientes ou não demonstram um declínio nas espécies, ou que o comércio já é gerido por organizações intergovernamentais de pesca.
Os representantes de mais de 180 países, reunidos durante 12 dias, também votaram pela classificação da família de raias guitarra, ou peixe guitarra (Rhinobatidae), e das raias da família Rhinidae no Anexo II.
"Há um momento global real para salvar estas espécies", disse Megan O´Toole, da organização não-governamental Ifaw.
As votações precisam de ser confirmadas em plenário até ao dia 28, quando termina a conferência da CITES.
Se forem confirmadas, o comércio internacional das espécies não será totalmente proibido, mas estará sujeito a uma licença de exportação ou a um certificado de reexportação, com a condição de que não afecte a sobrevivência da espécie na natureza.
A CITES pode impor sanções a países que não respeitem as regras.
Em Março, um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou que 17 espécies de raias e tubarões das 58 mais recentemente avaliadas foram classificadas em risco de extinção, especialmente os tubarões mako e porco.

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