Lançado apelo à prevenção da cólera na capital do país


12 de Janeiro, 2017

Apesar da província de Luanda estar sem casos de cólera desde 2013, a população da capital deve cumprir e reforçar as medidas de prevenção, disse ontem a directora do Gabinete Provincial da Saúde de Luanda, Rosa Bessa.

A responsável recomendou adopção de medidas que melhorem as condições de higiene dentro de casa e no ambiente exterior, além da necessidade de haver um cuidado especial com o  manuseamento do lixo.
Rosa Bessa apelou igualmente ao cumprimento dos cuidados básicos de higiene pessoal, nomeadamente lavar as mãos antes de comer e depois de utilizar o quarto de banho ou a latrina e abster-se de comer alimentos expostos ao ar livre ou sob suspeita de mau acondicionamento. Lavar as frutas e verduras em água desinfectada com lixívia e deixá-las de molho (para cada litro de água 10 gotas) e beber apenas água filtrada, fervida e desinfectada com cloro, são outras recomendações da directora provincial da Saúde.
Rosa Bessa aconselha também as pessoas a evitar o contacto directo com a água de enchentes e lagoas, uma vez que esta pode trazer enfermidades como a hepatite, a cólera e a febre tifóide.
A cólera é uma doença causada por um microrganismo que tem a capacidade de se multiplicar em grande velocidade dentro do intestino humano, provocando fortes reacções dentro do aparelho digestivo, com a libertação de uma toxina que desencadeia intensa diarreia.
Os principais sintomas da cólera são a diarreia, vómitos, dores de barriga e calafrios. O consequente quadro de desidratação intensa pode levar o doente à morte, caso não seja socorrido com urgência.
Caso apresente alguns destes sintomas, a pessoa deve tomar grandes quantidades de líquidos, como água, quissângua ou soro de reidratação oral e dirigir-se à unidade hospitalar mais próxima de casa.

Surto no Soyo

Actualmente, o país regista um surto de cólera, circunscrito ao município do Soyo, província do Zaire, onde, desde Dezembro último, foram confirmados 106 casos, com seis mortos.
O surto da doença começou e está circunscrito em algumas ilhas fluviais do município.
Na segunda-feira o ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, anunciou que o Governo aprovou um orçamento, num montante não especificado, além do reforço em medicamentos, para conter e eliminar o surto de cólera.
O secretário de Estado das Águas, Luís Filipe da Silva, deu a conhecer a construção, no município do Soyo, de vários centros de tratamento da água.

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