Sociedade

Ministra solicita mais intevenção

A investigação científica não se desenvolve apenas nas instituições de ensino superior, e o sector extra-ensino superior tem uma elevada contribuição para o desenvolvimento científico, tecnológico e inovação dos países em desenvolvimento, disse ontem, em Luanda, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Ministra do Ensino Superior Maria do Rosário
Fotografia: Arimateia Baptista ( Huíla) | Edições novembro

Maria do Rosário Sambo disse que o país deve trabalhar mais para eliminar o desfasamento entre as políticas da ciência, tecnologia e inovação e a sua implementação.
Segundo Maria do Rosário Sambo, o relatório da UNESCO de 2015 chama atenção para o facto de existir um franco desfasamento entre as políticas e a sua implementação nos países da SADC, onde se inclui Angola.
De acordo com a ministra, os maiores constrangimentos devem-se à falta de recursos humanos qualificados para a CTI e a uma ineficiente utilização dos poucos recursos financeiros disponíveis. Embora a política de CTI define a existência de um sistema de coordenação da CTI, os fundos estão dispersos e são mal conhecidos por todos, o que não ajuda na distribuição justa.
“Em Angola não existia uma instituição própria para o financiamento das actividades de CTI, mas há um mês com a aprovação do estudo do MESCTI, o Executivo aprovou a criação do Fundo de Desenvolvimento para a Ciência e Tecnologia (FUNDECIT), como órgãos do MESCTI para o financiamento das actividades de CTI.
Maria do Rosário Sambo explicou que os investimentos públicos concentrar-se-ão, ainda mais, em projectos fortes que promovam a diversificação da economia, com foco em infra-estruturas, principalmente para energia, água, saneamento básico e estradas, como condições básicas para a produção de bens e serviços.
Neste contexto, cabe ao MESCTI propor e coordenar a implementação das políticas do Executivo no domínio das CTI.

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