Sociedade

Morreu o jornalista Paulo Pinha

Morreu ontem, aos 61 anos, em Lisboa, vítima de doença, Paulo Pinha, jornalista do grupo de imprensa Edições Novembro.

Feitos do jornalista Paulo Pinha, à direita, reconhecidos pela empresa Edições Novembro
Fotografia: Dombele Bernardo

Natural de Luanda, Paulo Pinha, como era conhecido no meio jornalístico, acumulava o trabalho de jornalista com a função de revisor, ajudando na melhoria da qualidade redactorial dos conteúdos das publicações.
Numa nota distribuída ontem, a empresa Edições Novembro lembra-o como “um profissional de tamanho valor”, sublinhando que a sua morte “constitui uma perda incomensurável”.
“Angola ainda não tinha conquistado a Independência, quando Paulo Pinha perfilava já o grupo de aspirantes a profissionais da imprensa, de quem dependeria a divulgação de informações importantes para o porvir de um país que se preparava para caminhar pelos próprios pés, por força da autodeterminação que daí a pouco conquistaria”, lê-se no comunicado.
Jornalista de mão cheia e de crédito firmados, segundo a nota, Paulo Pinha entrou para a profissão em Setembro de 1974, na então Emissora Oficial de Angola (actual Rádio Nacional de Angola), como assistente de realização e redactor.
Diz ainda a nota desta empresa de comunicação que o finado vinha, nas últimas semanas, queixando-se de constantes mal-estares, o que levou à sua evacuação para a capital portuguesa, numa tentativa de lhe permitir tratamento e acompanhamento médicos mais consentâneos com a gravidade da doença de que padecia, depois de diagnósticos preocupantes obtidos em Luanda.

Comunicação Social

O Ministério da Comuicação Social ressalta, em comunicado, que foi com profunda dor que tomou conhecimento do falecimento do Jornalista Paulo Pinha, ocorrido ontem num dos hospitais da capital portuguesa, por doença. Na nota destaca que o jornalista Paulo Pinha iniciou a carreira jornalística na Rádio Nacional de Angola (RNA). Nos últimos tempos fazia parte do copy desk do Jornal de Angola e colaborava na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), onde se destacou no programa “Manhã de Desporto”
Com a sua partida prematura, refere o comunicado, Paulo Pinha deixa o jornalismo angolano mais pobre.
Nesta hora de dor e de luto, o Ministério da Comunicação Social endereça à família enlutada e ao colectivo de trabalhadores do Jornal de Angola e da LAC, e em seu nome pessoal e dos responsáveis e funcionários do sector, os mais profundos sentimentos de pesar.

Jornalistas angolanos

Jornalistas de vários órgãos de comunicação social lamentaram ontem a morte em Lisboa, Portugal, vítima de doença, de Paulo Pinha, funcionário das Edições Novembro, EP.
Com 61 anos de idade, Paulo Pinha (PP) trabalhava no Copy Desk, área responsável por colocar em “letra de forma” os textos provenientes das várias redacções da empresa.
PP começou a sua actividade em 1976, quando ingressou no Jornal de Angola. Trabalhou na revista “Novembro”, depois no “Correio da Semana”, de que foi director, na empresa Executive Centre, responsável pela “Actual” revista de bordo da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, e pela “Ecomonia & Mercado”.
Foi também colaborador de outras publicações e destacado colaborador e comentarista desportivo da TPA e da rádio LAC – Antena Comercial. De trato fácil, PP é, sobretudo, recordado pela frontalidade na forma como enfrentava os “mais antigos” e pela forma paternal como protegia os menos experientes. Tendo iniciado a sua carreira na reportagem, foi como redactor de banca que cedo se notabilizou. Passou a maior parte do tempo enfiado nas redacções, de onde observava o mundo ao seu redor e coordenava os repórteres, sempre na perspectiva de levar até ao leitor um produto o melhor elaborado possível.
Amante dos desportos motorizados, Pinha era para muitos uma voz autorizada para falar de Fórmula 1 no país. Nos meios de comunicação social e nas redes sociais, muitas foram as manifestações de pesar pelo infausto acontecimento. PP foi referenciado como colega, amigo, companheiro e mestre por muitos profissionais da classe.

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