Namíbia presta assistência médica gratuita

Victorino Joaquim |
7 de Abril, 2017

Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

O ministro namibiano da Saúde, Bernard Haufiku, anunciou ontem, em Luanda, que o seu  Governo decidiu conceder tratamento médico gratuito aos angolanos, em reconhecimento do apoio dado na luta pela independência da Namíbia.

Bernard Haufiku, que efectua uma visita de trabalho a Angola, disse que este apoio em hospitais públicos namibianos vai desafogar financeiramentos os angolanos que se deslocam à Namíbia para tratamento médico.
A adopção de uma estratégia comum de combate à malária, ao HIV e Sida e à tuberculose, dominou ontem em Luanda o encontro entre o ministro da Saúde de Angola, Luís Gomes Sambo, e o seu homólogo da Namíbia, Bernard Haufiku.
Em declarações à imprensa, no final do encontro, Bernard Haufiku disse terem abordado várias questões ligadas ao tratamento das grandes endemias nos dois países. O ministro da Saúde da Namíbia defendeu a existência de uma plataforma comum de resolução da malária, HIV e Sida, devendo para o efeito serem adoptadas as mesmas formas e métodos de tratamento nos dois países.
Para Bernard Haufiku, uma das estratégias para melhor combater a malária, o HIV e Sida e a tuberculose passa por manter isoladas as pessoas que já estão infectadas, logo nas primeiras horas que se toma conhecimento de que é portador da doença. Em segundo, explicou, as equipas sanitárias devem ir ao encontro dos doentes em vez de esperar pela presença do paciente no hospital e, em terceiro, todas as comunidades devem ter acesso aos testes de sangue.
Depois de obtido o diagnóstico positivo, disse o ministro, deve-se começar a fazer rapidamente o tratamento. O governante lembrou que, apesar de existir um memorando de entendimento no sector da saúde entre os dois países, há  necessidade de os peritos trabalharem mais para o alargamento da plataforma, no sentido de incluir outros países da África Austral. “O que está a ser feito na Namíbia, em termos de tratamento destas doenças, também deve ser feito em Angola. Por isso, devemos estar unidos nesta luta”, realçou.
Haufiku lembrou que a assistência médica requer muita atenção e todo o cuidado por parte de todos os sectores, por se tratar de vidas humanas, havendo por isso a necessidade de identificar as causas para mitigar o número de mortes.
Bernard Haufiku reconheceu o bom trabalho dos profissionais do Hospital Américo Boavida, uma das unidades hospitalares que ontem teve a oportunidade de visitar.

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